Superintendência da Sudecap, responsável pelas obras em BH é motivo de deboche em evento no TCE-MG

O Jornal Edição do Brasil homenageou com o Troféu Tancredo Neves, na noite de segunda feira 01 de julho, 32 pessoas que se destacaram em suas atividades no primeiro semestre de 2019, agentes públicos, empresários, representantes governamentais e ativistas sociais. Os agraciados receberam a honraria no salão nobre do TCE-MG – Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais na Av. Raja Gabaglia, tendo como paraninfo o presidente do TJMG – Tribunal de Justiça, o desembargador Nelson Missias de Morais.

Entre os homenageados um chamou atenção quando convidado para receber o seu troféu, e é sobre o que ocorreu ao ser anunciado pelo mestre de cerimônias que pretendo dissertar. Acir Antão anunciou que o homenageado da vez seria o superintendente da Sudecap, (Superintendência de Desenvolvimento da Capital) o engenheiro civil Henrique de Castilho Marques de Souza, “experiente empresário do ramo de construção civil, responsável por todas as obras de Belo Horizonte”.

A afirmativa do conhecido jornalista causou reação de pessoas que estavam assentadas ao meu lado e nas fileiras da frente, gente que não conheço. Surgiu meio que espontaneamente a seguinte pergunta, feita em tom de deboche e de forma natural: “Que obras?”. A brincadeira que me faz convidar o leitor para refletir sobre o que está acontecendo em BH revela que não sou o único a perceber que a cidade parou no tempo, expondo o passivo de infraestrutura que cresce na mesma proporção que a frota de veículos aumenta e alcança a cifra de 2,2 milhões de unidades.

Enquanto isso a cidade continua a mesma de 40 anos atrás, com poucas intervenções capazes de permitir fluidez no tráfego, contentando-se com puxadinhos medíocres. É inadmissível que representantes da prefeitura, incluindo o próprio Prefeito Alexandre Kalil continuem omissos em relação ao caos que toma conta do trânsito de Belo Horizonte, como se nada estivesse acontecendo. Não se vê ações proativas para desafogar o trânsito, pelo menos nos grandes corredores. Perde-se tempo precioso que deveria ser dedicado à produção. O meio ambiente recebe toneladas de CO2, desnecessariamente, poluindo o ar e deixando as pessoas cada vez mais irritadas, aumentando os riscos de acidentes.

O trânsito de BH é considerado o pior do Brasil, e o terceiro mais lento do mundo, perdendo somente para Bogotá e Cidade do México, mas ninguém do poder publico se move para mudar esta realidade. As intervenções feitas em cruzamentos na Zona Sul e na Cachoeirinha através dos projetos “mob-centro” e “zona 30”, os únicos dois que se tem noticias, são inúteis e visam tão somente dificultar ainda mais a vida de quem tem carros, estreitando cruzamentos com argumentos pífios de que a prioridade é o pedestre, como se carros fossem conduzidos por ET´s e cidadão ao volante perdesse sua vez como munícipe.

Desculpas e silêncio não convencem mais a população, ela espera atitudes ousadas e reação a altura da demanda. A cidade tem mais de 200 gargalos que necessitam de intervenções de engenharia, por meio de túneis, trincheiras, viadutos, passarelas e a eliminação de sinais que não deixam o tráfego fluir. A ordem, no entanto é exorcizar o carro, empurrar na marra a população para o BRT e para as bicicletas, ainda que na prática a população dê sinais de que não é esse o seu desejo, e que o carro é um direito a ser respeitado.

A tese estapafúrdia de que obras não resolvem é defendida por urbanistas da UFMG e por agentes públicos concursados, todos ativistas de esquerda, gente desqualificada que é contra o progresso e que não tem compromisso com resultados. Eles continuam fazendo mais do mesmo, usando modelos que não se aplicam ao clima e a topografia de BH. Até quando o superintendente da Sudecap será tratado com deboche quando o assunto for obras em Belo Horizonte?

jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp 31-99953-7945

5 comentários em “Superintendência da Sudecap, responsável pelas obras em BH é motivo de deboche em evento no TCE-MG

  1. Imagino que você tenha tido a sensação de satisfação em relação ao ocorrido (eu teria!!!!), e não por maldade ou ego.
    Mas porque há anos, você vem insistentemente abordando o assunto com lucidez e competência, assunto que é do interesse de todos nós que vivemos em BH e que temos que conviver com o trânsito absurdamente caótico. Trânsito este que nos desgasta, nos faz perder tempo e saúde. Enquanto que os os responsáveis pela imobilidade da capital dormem em “berço esplêndido” e riem da nossa cara.
    Você não precisa do aval de ninguém, mas é muito bom que outros expressem o seu descontentamento. Contudo em um momento de celebração como o de ontem.
    Palmas para o “Bendito” responsável pelo feito.
    Palmas pra você, por mais um artigo onde a motivação é zelar e honrar a nossa cidade.

  2. “Até quando o superintendente da Sudecap será tratado com deboche quando o assunto for obras em Belo Horizonte?”

    Enquanto existirem concursados retrógrados lá. Ou você acha que eles vão largar o osso? Ou você acha que algum prefeito vai conseguir “peitar” aquela turma? A estabilidade no emprego é uma das grandes causas do desempenho pífio das entidades públicas em todas as esferas( municipal, estadual e federal) e em todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário).

    Enquanto existir esta estabilidade, vamos ter que engolir, e exemplos como Sudecap e BHTrans serão sempre jogados nas caras de quem trabalha e sustenta essa tropa.

  3. Menos eventos comemorativos, menos medalhas, menos gastos com o dinheiro público. As atribuições dos cargos ocupados por seus dirigentes é uma obrigação. Não andam fazendo nada por merecer aplausos. Os tempos mudaram, nossos recursos devem ser melhores aplicados. Chega de festa com o nosso dinheiro. A farra vai ter que acabar.

  4. Menos eventos comemorativos, menos medalhas, menos gastos com o dinheiro público. As atribuições dos cargos ocupados por seus dirigentes é uma obrigação. Não andam fazendo nada por merecer aplausos. Os tempos mudaram, nossos recursos devem ser melhores aplicados. Chega de festa com o nosso dinheiro. A farra vai ter que acabar.

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