Praça Sete no escuro facilita ação de deliquentes

No quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro, entre Av. Afonso Pena e Rua Tupinambás, comerciantes reclamam da demora na substituição de lâmpadas queimadas há mais de três meses. A reportagem do SOS Mobilidade Urbana esteve lá e constatou que são mais de 30 lâmpadas apagadas em apenas um quarteirão. Depois das 21h o território fica deserto, escuro e propício para ações de marginais.

O gerente geral do Hotel Financial apresentou quatro protocolos de atendimento no telefone 0800 da Prefeitura. Embora a portaria principal do Financial tenha como endereço a Av. Afonso Pena, a garagem do tradicional hotel fica no quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro. De acordo com Cesar Viana, os hóspedes têm reclamado, pois a escuridão causa medo.

O gerente lembra ainda que só o hotel que ele administra recolhe de impostos e taxas para a Prefeitura mais de R$500 mil por ano.  Ele destaca: “Quando a substituição de lâmpadas era feita pela Cemig, o serviço não demorava mais de três dias, e havia acompanhamento depois da substituição”, conclui. Maurício de Lana é gerente de uma loja de roupas na Rua Rio de Janeiro e já presenciou assaltos nas imediações, ao sair mais tarde da loja. “A combinação de falta de iluminação e ausência de pessoas facilita a ação de marginais, eu mesmo já vi assaltos acontecerem aqui mais de duas vezes”, salienta.

A Praça Sete abriga um dos principais equipamentos culturais de Belo Horizonte, o Cine Brasil Valourec, que fica na esquina de Av. Amazonas com Rua Carijós, em menos de uma quadra da Rua Rio de Janeiro. Para a faxineira Dolores de Castro, que trabalha até 22h de segunda a sexta feira em um prédio de escritórios no quarteirão fechado, a falta de iluminação é um absurdo: “Não é possível que o pessoal da Cemig, ou da prefeitura, sei lá, não passe aqui à noite para ver o risco que estamos correndo, saio do trabalho 22h e preciso correr até a Rua Caetés, onde pego meu ônibus”, reclama a faxineira.

A reportagem seguiu os mesmo passos do cidadão, entrou em contato com o telefone 156, e foi orientada a ligar no telefone 0800-941-6789. Atendidos pelo auxiliar Tomaz, após relato da demora na substituição das lâmpadas no quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro, o atendente não soube dizer o que estava acontecendo. Informou também que responsável, Sr. Leonardo, chefe do departamento está de folga nesta sexta feira dia (21) e só retorna na segunda feira dia (24), não havendo substituto.

Embora o serviço de substituição de lâmpadas funcione 24 horas, desde 17 de outubro de 2017, as reclamações na demora de atendimento se sucedem. O drama de comerciantes e transeuntes da Praça Sete, que está praticamente ao lado da sede da Prefeitura, se estende por toda a cidade. Fato é que os serviços pioraram depois que a BHIP, uma PPP (parceria publico privada) assumiu a tarefa. Antes os serviços eram realizados pela Cemig em poucos dias, dependendo da urgência, até em algumas horas depois da reclamação.

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5 comentários sobre “Praça Sete no escuro facilita ação de deliquentes

  1. Respondendo ao comentário anterior: nao é novidade. Não entendi o que o sr.Marcelo quis dizer..
    Mas por não ser novidade e por ser tão absurdo é que o assunto tem que vir a tona, ser divulgado, temos que nos indignar.. ou estou errada? A cidade está em estado de abandono, temos um prefeito que precisaria nascer de novo e voltar um ser às avessas de quem é, para fazer juz de ser o governante da nossa capital. É por isso que sempre faço questão de agradecer, parabenizar e também divulgar este espaço onde encontranos alento em saber que tem pessoas que se importam, que estão envolvidas com a melhoria da cidade. Relevante tbm porque no mínimo nos faz refletir, e eu confesso que como cidadã, muitas vezes aqui sinto-me envergonhada, por viver “alienada” nas minhas questões pessoais, no meu mundinho particular…

  2. ………..Kalil abandonou a cidade e abraçou seus irmãos ,os drogados, cracudos, delinquentes pois foi neles que encontrou afeto e apoio ja que a maioria dos contribuintes e moradores de BH que o conhecem como um incompetente e corrupto administrador , desde a época da ERKAL empreiteira da PBH fundada por pai ,falida pelo Kalil com dividas de 80 milhões de reais (2015) , animado parceiro de radares que se espalharam pela capital em mais de 70% nos últimos 2 anos, a cidade de Belo Horizonte hoje esta tomada por moradores de rua, avenidas e ruas esburacadas, IPTU astronômico e os péssimos serviços porque deveriam ser prestados pelo PBH incluindo a instalação e manutenção da iluminação publica

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