Vi, gostei e recomendo…

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Antes de falar sobre o GP da Austrália – e aí é melhor esperar pela coluna impressa do Sexta Marcha, que estará de volta amanhã às páginas do Estado de Minas e do Correio Braziliense – vou “gastar” o post com outra prova de tirar o chapéu. Se você leu o post anterior, descobriu que o site do recém recriado Mundial de Endurance da FIA transmitiu, na íntegra, e com todas as firulas possíveis, as 12h de Sebring, em sua 60ª edição. Antes que alguém pense que eu sou maluco ou não tenho mais o que fazer, esclareço: não vi a prova toda, mas valeu ter ficado diante da tela do computador cada minuto. Uma coisa é ter ideia do que se passa numa prova com 63 carros no grid espalhados por pouco mais de 5km de extensão, outra é ver as Audi R18 Diesel abrindo caminho na marra, ou sendo obrigadas a frear em cima dos Porsches da categoria NGT, quase 20s mais lentos por volta. Com o cair da noite, então, ficou ainda mais sensacional. Seis categorias representadas na mesma pista, Ferraris brigando com BMWs, Corvettes, Porsches, Aston Martin (era um só, sem plural mesmo), os LMP1, verdadeiros F-1 carenados, LMP2 e LMPC (protótipos Oreca Chevrolet V8) em que, aliás, Rafa Matos e Bruno Junqueira fizeram bonito, chegaram a andar entre os 20 primeiros na geral, mas viram a prova comprometida por problemas mecânicos, e ainda assim chegaram ao fim.

Foi sensacional ver, do helicóptero, aquela serpente iluminada que mais parecia engarrafamento de fim de tarde em São Paulo; ou grupos de 10, 12 carros dividindo a freada e buscando seu espaço no fim da reta dos boxes. O trabalho incessante dos times, as falhas e quebras que podem mudar o resultado até a última volta, a decisão na categoria GT nos últimos segundos; os pilotos calmamente almoçando seu macarrão enquanto os companheiros seguiam acelerando. Muito diferente do circo e de suas restrições, seu profissionalismo exagerado, da paranóia que leva a esconder tudo de todos. No fim, vitória justa para o trio mais qualificado e experiente das provas de longa duração: Tom Kristensen, Allan McNish e Dindo Capello levaram mais uma. Um início mais que auspicioso para uma competição que não deveria ter desaparecido, e felizmente está de volta. Nunca é demais lembrar, com direito a parada no Brasil, em setembro. E em 5 de maio será a vez das 6h de Spa-Francorchamps, quando a Toyota fará a estreia oficial de seus TS030 Hybrid, com direito a mais transmissão, câmeras onboard e o ronco sensacional dos motores de todos os tipos. Anote na agenda, porque vale…

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