VETTEL MERECE AUMENTO…

Publicado em Sem categoria

Um estudo da publicação especializada Business Book GP, que se baseia em estimativas bastante próximas da realidade (trata-se de assunto guardado a sete chaves pelos envolvidos), mostra que, se foi o recordista de poles, vitórias (empatado com Fernando Alonso) e tornou-se campeão mundial de Fórmula 1, Sebastian Vettel está longe do pódio quando o assunto é o salário recebido. De acordo com o texto, o alemão receberia, por ano, 2 milhões de euros o que, transformado em moeda verde e amarela, representa R$ 4,6 milhões. Uma fortuna? Dividido pelo número de meses do ano, dá um valor menor que o recebido por muitos técnicos de futebol brasileiros com nome de Primeira, e trabalho de Segunda Divisão. Com o agravante de que esses não precisam arriscar a vida a 300km/h ou mostrar uma habilidade fora do comum para comandar uma máquina de 780cv e pouco mais de meia tonelada.

A leis que regem o mercado do circo nem sempre são lógicas. Assim, Vettel recebe menos da metade do valor pago a Mark Webber, embora já fosse vice-campeão do mundo na atual temporada – exclui-se aí todo o merchandising ligado ao piloto, bem como participação em campanhas publicitárias, algo em que, a bem da verdade, o piloto de Heppenheim ainda engatinha. Mas a explicação mais plausível é de que a Red Bull acreditou no menino desde seus primeiros passos fora do kart. Bancou temporadas na F-BMW, na F-3 e na F-Renault World Series 3.5 e, de certa forma, permitiu a ele chegar até aqui.

Algo semelhante ocorre na McLaren. Jenson Button aceitou pilotar para as Flechas de Prata recebendo pouco mais da metade do montante pago a Lewis Hamilton. Ora, não são os dois campeões, vencedores de GPs e com currículos semelhantes em termos de resultados? Sim, mas nesse caso teria prevalecido o “tempo de casa”.

Mas o mais impressionante é saber que, em termos de investimento, a derrota da Ferrari custou caro, muito caro. Alonso recebe nada menos do que R$ 70 milhões/ano, e teria direito a um bônus de mais R$ 46 milhões caso fosse tricampeão, e continuará recebendo os mesmos valores nos dois anos restantes de contrato. Números que ajudam a entender, em boa parte, a razão de todo o burburinho envolvendo a saída de Felipe Massa não ter qualquer fundamento – noves fora a campanha injusta contra o brasileiro, que merece uma nova oportunidade para mostrar o que sabe. Para ter Alonso, o time de Maranello pagou os 12 meses restantes de salário a Kimi Raikkonen. Para ter quem quer que seja ao lado do espanhol, precisaria desembolsar R$ 32,5 milhões a que Massa faz jus por contrato (o finlandês teve direito a R$ 40 milhões). Mesmo para quem está bem das pernas, é muita grana, sem contar o salário, por menor que seja, do substituto. Até onde eu saiba, a escuderia do Cavallino Rampante pode ter feito muita bobagem ultimamente, mas não rasga dinheiro. E, no fim das contas, aumento já para Vettel. O moleque mais que merece…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *