VAI QUERER CONSERTAR E ACABA ESTRAGANDO…

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O sujeito senta na frente da TV para ver o GP da Europa e, de repente, se depara com a notícia de que nove carros estão sendo investigados por irregularidades durante a entrada do safety car, acionado pela impressionante capotagem de Mark Webber ao decolar no choque com a Lotus de Heikki Kovalainen. Depois, vai fazer outras coisas e não fica sabendo o que ocorreu, se alguém foi efetivamente punido, e o porque. Na verdade os nove foram, com a soma de cinco segundos em seu tempo final, o que fez com que Sebastien Buemi e Pedro de La Rosa perdessem posições (e o espanhol o suado pontinho). Tudo bem que regras existem para ser cumpridas, mas todo evento esportivo que termina com cheiro de tapetão e resultado extra-oficial desagrada o espectador, ou será que não? Talvez por isso os comissários tenham optado por uma punição salomônica, para não virar de ponta a cabeça a classificação da corrida. Tudo porque os carros dispõem agora, na central eletrônica, de um sensor de velocidade que monitora, quando o carro de serviço entra na pista, se alguém está apressadinho numa circunstância de perigo (só nelas é que as provas são neutralizadas). A ordem é manter um ritmo seguro, sem que alguém tente, desesperadamente, dar o pulo do gato. É de perder a memória quantas corridas foram decididas assim, até que finalmente alguém desse o grito. Até o ano passado, quando o reabastecimento era permitido, fechar os boxes até que o pelotão estivesse agrupado e a baixa velocidade era algo complicado – lembram do famoso GP de Cingapura’2008, aquele em que Fernando Alonso se valeu do estratagema provocado por Nelsinho Piquet? Pois é, esse problema não existe mais. Basta manter o sinal vermelho na entrada do pitlane. Quem quiser desrespeitar a orientação, leva 25 segundos ou um drive-through automaticamente. Não seria bem mais fácil?

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