VAI MUDAR, MAS COMO?

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Que a Fórmula 1 viverá um novo momento em 2013 com adoção de motores mais econômicos e resistentes é fato, apesar da resistência de Bernie Ecclestone, que considera o gasto necessário para desenvolver as novas unidades desnecessário – o inglês entende que em time que está ganhando não se mexe e não acredita que a adoção dos propulsores quatro cilindros turbo de 1.600cc em nada contribuirá para uma imagem “ecológica” e politicamente correta.

Para completar o caldo, Luca di Montezemolo nunca escondeu sua contrariedade e defendeu estudos para outro tipo de motor. O dirigente alega que, em mais de seis décadas de história, a Ferrari nunca produziu um propulsor com essa configuração, seja para os modelos de rua, seja para as pistas, e que a mudança iria contra o espírito da fábrica de Maranello. Um V6, ou um seis cilindros em linha até seria aceitável, mas ele resiste até não mais poder à ideia de um 1.600cc turbo com a estampa do Cavalinho Rampante.

Só que, enquanto uns desdenham, outros se interessam. O presidente da Renault F-1, Jean-François Caubet, deu com a língua nos dentes e confirmou que VW, Hyundai e Honda estão estudando com carinho a possibilidade de desenvolver motores para as novas regras. Ninguém fala por enquanto em equipe – basta pensar que a Williams tem espaço para nova parceria com uma montadora; Red Bull e VW são parceiras de longa data e vários times (Sauber, Force India, Team Lotus, Virgin e Toro Rosso) pagam pelos V8. Pode ser uma boa, especialmente porque marcaria um envolvimento diferente dos grandes construtores de automóveis, sem os investimentos de centenas de milhões de dólares dos últimos anos, além de manter a força das escuderias atuais… Vai mudar, mas como?

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