UMA SINCERA HOMENAGEM

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    Para quem não teve a oportunidade de ler na edição impressa de domingo, aí vai a matéria sobre Ayrton Senna, que completaria meio de quem, como tantos brasileiros, viveu momentos inesquecíveis nas manhãs de domingo e aprendeu admirar um piloto diferente dos outros.século de vida domingo. Mais do que um simples texto jornalístico, uma homenagem merecida…   Rodrigo Gini      O que ele estaria fazendo hoje? Desafiando o tempo e repetindo as trajetórias de pilotos como Mario Andretti, A.J. Foyt e Hans Stuck, que só penduraram macacão e capacete depois de superar as seis décadas de vida? Supervisionando a carreira do sobrinho Bruno que, no kartódromo de sua fazenda deu os primeiros passos nas pistas? Faria como Jack Brabham, Bruce McLaren ou Alain Prost que resolveram encarar o desafio de se transformar em donos de equipe – os dois primeiros com mais sucesso, o terceiro nem tanto? Poderia também, depois de inúmeros títulos mundiais, recordes de
vitórias e poles, dar descanso ao espírito competitivo para buscar outros prazeres na vida.        O acidente na relargada do GP de San Marino de 1994, na fatídica curva Tamburello, tornou impossível responder à pergunta. Mas diante da tristeza que se abateu naquele 1º de maio, é preferível reverenciar a memória do tricampeão no dia em que Ayrton Senna completaria meio século de vida. Lembrar das 41 vitórias e 65 poles, de exibições notáveis como a do GP de Mônaco de 1984 em que, com a modesta Toleman, só não venceu porque o então diretor de prova Jacky Ickx (piloto da Ferrari nos anos 1970) preferiu mostrar a bandeirada antes do previsto. O GP do Japão de 1988, que lhe daria o primeiro título, de forma sofrida – caiu para 16º na largada e, sob chuva, recuperou uma a uma as posições até vencer de forma consagradora. O primeiro triunfo em Interlagos, em 1991, quando terminou a prova com
apenas uma marcha. Ou a primeira volta do GP da Europa de 1993, considerada uma das maiores demonstrações de talento e arrojo da história da categoria.       Se buscou a Williams em 1994 para ter nas mãos um equipamento capaz de lhe dar o tetra, Senna teria passado pela Ferrari anos depois e, quem sabe, reescrito uma história que acabou tendo Michael Schumacher como protagonista. Também poderia dar prosseguimento à experiência de pilotar no automobilismo norte-americano. Em 1993, ajudado pelo patrocinador comum e insatisfeito com as perspectivas da McLaren, testou o Penske de Emerson Fittipaldi no circuito de Firebird e desceu do carro com os olhos brilhando. Iniciativas      Se hoje as homenagens devem se concentrar no Cemitério do Morumbi, onde Senna foi enterrado, uma série de iniciativas estão previstas para marcar a data especial. O piloto será o grande homenageado na 50ª edição do Salão do Automóvel, no Anhembi, no fim de outubro, quando Sid Mosca, responsável pelo desenho do capacete usado pelo paulista, apresentará uma versão comemorativa. Fornecedora da Williams, a grife McGregor lançará em setembro uma linha especial de vestuário com a logomarca criada para a ocasião. Também serão postos à venda uma miniatura do piloto e de sua
McLaren –a renda obtida ajudará a financiar os projetos do Instituto Ayrton Senna.       “Em um ano como este, de celebração, tudo isso vem à tona, relembrando a trajetória vitoriosa de meu irmão. Sobretudo, essas homenagens resgatam, em cada um de nós, aquilo que ele simbolizava quando levava a nossa bandeira ao pódio: o lado luminoso do país. Um Brasil campeão”, diz Viviane Senna, presidente da ONG, irmã de Ayrton e mãe de Bruno.

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