Uma Ferrari quase na garagem

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Um passarinho muito bem informado me contou que Felipe Massa está apenas em busca de um lugar em casa para guardar um presente e tanto: a Ferrari F10 pilotada por ele no Mundial de 2010. Muito provavelmente – carece de confirmação –, o carro que será usado na exibição anunciada para o Aterro do Flamengo, turbinada pelo energético brasileiro que se tornou parceiro da Scuderia. O bólido está guardado em um galpão de São Paulo e apenas confirma uma tradição dos pilotos verde e amarelos. Rubens Barrichello ganhou uma Jordan e Nelson Piquet tem, numa parede de casa, a Williams com que conquistou o tricampeonato em 1987. Como não se trata de um monoposto e de uma temporada de grandes lembranças para o ferrarista, fica a torcida para que ele faça por merecer outro pedaço de história, ainda que fique mais complicado achar lugar para deixar o “objeto de decoração”.

Em tempo, a Scuderia valoriza, e muito, a tradição e a força de seu nome. Em 2009, este que vos escreve esteve em Maranello e conheceu, bem ao lado da pista de Fiorano, o departamento Corse Clienti, que guarda os chassis vendidos a quem possa pagar; além daqueles que ainda procuram por proprietários. Cada um tem uma identificação, uma plaquinha com detalhes como o número de série, que permite determinar quando e quanto foi usado, que GPs venceu, e por aí vai. Os sobrenomes dos ocupantes originais estão lá, como foram postos: Berger, Alboreto, Prost, Mansell, Raikkonen, Irvine, Schumacher, Massa e agora Alonso. Digo agora porque, por questões de confidencialidade, somente depois de dois anos de uso eles são oferecidos a endinheirados candidatos. E lógico que, quanto maior o pedigree, mais alto o preço. A brincadeira começava em algo como 300 mil euros (quase R$ 800 mil).

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