UMA CHANCE A QUEM MERECE

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      Nada mais gratificante para quem vive o automobilismo como paixão e profissão do que ver um piloto que você acompanha desde os tempos do kart seguir uma carreira proporcional a seu talento e chegar a uma categoria top. Quem acompanha os bastidores das corridas sabe que não basta ter o pé direito pesado para brilhar pelas pistas do mundo. Uma situação econômica favorável ajuda – felizmente há vários exemplos de meninos de classe média, que não nasceram em berço de ouro e vingaram à custa de muito esforço, inspiração e transpiração.         Na direção oposta, é triste ver quem tem muito potencial parar no meio do caminho sem ter a chance de mostrar tudo o que sabe. Por mais que os pais se esforcem, chega uma hora em que o brinquedo fica caro, as ajudas de amigos, parentes e abnegados não bastam. Os zeros nos orçamentos começam a aumentar. E nem sempre os melhores avançam.        Toda essa introdução para fazer um apelo, porque este espaço também se presta para isso: custa muito pouco dar uma força a uma geração de mineiros que está saindo do kart e quer dar prosseguimento ao sonho de fazer como Toninho da Matta, seu filho Cristiano, José Junqueira, o filho Bruno; Vinícius Pimentel, Giuseppe Marinelli, Rafa Matos, Alberto Valério, Clemente Jr., Vítor Corrêa – felizmente a lista é longa e com certeza alguém terá sido esquecido, pelo que eu peço desculpas antecipadamente. Isso considerando apenas a pista, já que no rali talento também não falta.      Tivesse condição e este colunista/blogueiro investiria seus trocados em meninos como Andherson Abreu, que eu conheci como Muskytinho, nos tempos em que os pés mal alcançavam os pedais do kart. Depois de conquistar vários títulos no estado e fazer bonito em Brasileiros com orçamentos mínimos, ele busca, com razão, um lugar na F-Future, parceria entre a Fiat e Felipe Massa, que dará ao campeão um lugar na F-Abarth da Itália, além de incluí-lo no programa de jovens pilotos da Ferrari. O problema é o de sempre: combustível financeiro.      Situação semelhante é a de Fernando Resende Filho, outro que tive a oportunidade de ver acelerar ainda como um moleque bochechudo. Ele cresceu (e muito), continua com o apelido daqueles tempos (Kid) e já mostrou a que veio no Torneio de Verão da F-3 em Interlagos. Quer agora garantir a participação em toda a temporada do Sul-americano. Como eles, os irmãos Emerson e Ítalo Silveira na Copa Montana, preliminar da Stock Car. O que posso oferecer é a garantia de quem viu essa turma fazendo bonito nos mais variados kartódromos: todos entendem muito e só precisam de ajuda para seguir os exemplos dos mineiros que fizeram bonito. Que tal ajudar?  

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