TUDO MUITO BOM, MAS…

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Jornalista muitas vezes é visto como chato, ao questionar notícias boas, ou ver possíveis problemas quando o céu parece de brigadeiro. Eu seria louco de criticar no dia em que a CBA e a SRO America (a promotora de eventos do francês Stephane Ratel, que coordena o Mundial de GT1 e é responsável pelo Itaipava GT Brasil, sob o comando de Antônio Herrmann) apresenta o Mercedes Grand Challenge, que vai fazer parte do programa do GT. Resumo da ópera: 22 modelos Classe C, preparados e equalizados por uma mesma equipe técnica, vão bater rodas em oito etapas (aliás, diga-se de passagem, trata-se do primeiro monomarca com os carros da estrela no mundo). O carro, como dá para ver pela foto (o carro, desvie os olhos das meninas um instante pelo menos…), ficou parecido com o da Superstars italiana, categoria que já mostrei no blog, com uma pinta de anabolizado e um quê de AMG, embora sem o motorzão V8.

Outra promotora, a Vicar, trabalha para viabilizar um Brasileiro de Marcas nos moldes da TC2000 argentina, com modelos como Ford Focus, Toyota Corolla, Honda Civic, Peugeot 308, Renault Megane (ou Fluence), entre outros. Já tem nome de peso envolvido – Chico Serra terá uma equipe; Duda Pamplona e seu time, a Officer ProGP, darão consultoria técnica e a ideia é uma parceria com as categorias regionais (RJ/SP/PR/RS/DF e MG), que serviriam, com seus carros 1.600cc, como uma espécie de trampolim; de primeiro passo.

Tudo muito bacana, os nomes envolvidos merecem todo o crédito e respaldo, mas, aí fica a pergunta chata do jornalista: com 32 carros na Stock, 36 na Copa Montana e de 24 a 26 no Trofeo Linea, mais os recentemente anunciados, vai ter piloto para isso tudo? Ainda que os calendários não batam; ainda que as montadoras entrem de sola, ainda que se consiga acordos com a TV e esquemas eficientes de marketing, dinheiro não nasce em árvore e o orçamento para qualquer dessas categorias será considerável. E ainda tem a própria GT e a Porsche Cup. Tomara que o excesso de oferta não provoque efeito contrário e, em vez de ajudar o automobilismo brasileiro a se desenvolver, acabe dividindo forças e tendo efeito negativo. Quanto mais carro na pista melhor…

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