Triste fim do mistério

Publicado em Sem categoria

Era para ser revelado apenas amanhã, quando as edições do Estado de Minas e do Correio Braziliense estiverem nas bancas, mas como teve gente que atirou no que viu e acertou no que não viu, na Europa e nos EUA, não dá para esconder mais a história. Pela segunda vez em três anos, Bruno Junqueira arriscou a vida no mais traiçoeiro e desafiador oval do planeta, se classificou com um equipamento limitado (e olha que a qualificação deste ano foi a mais apertada dos últimos tempos) e tinha seu posto na sétima fila (19ª posição conquistado com muito suor).

Mas justamente a tamanha competitividade acabou sendo o grande problema. Peixes grandes, como a dupla da Andretti Ryan Hunter-Reay e Mike Conway, ficaram de fora, assim como o mineiro Rafa Matos. A AFS de Rafa não tem dinheiro para comprar uma vaga, mas o time de Michael Andretti (e os patrocinadores de RHR) sim. E foi o que fizeram. Tomaram, por muito dinheiro, o doce da boca de Bruno, que sai novamente com o gosto amargo de se afastado da brincadeira depois de ter conseguido o mais dificil. Em Indy, quem se classifica é o carro, isso é tão ou mais velho quanto a centenária prova, e é aí que a corda aperta. Costumava ser usado apenas para um acidente de última hora, que exigisse a presença de um substituto. Agora virou mercadoria. E, para times como o de A.J Foyt, pode representar a salvação da lavoura. Bruno sabia, imaginava, mas, até o telefone tocar hoje à tarde, ainda acreditava. Não deu.

Mostra que é um dos mais eficientes na arte de extrair velocidade de um Dallara Honda no oval de 2,5 milhas, mas não consegue comprovar seu potencial quando a bandeira verde é agitada. E olha que o curriculo dele é descrito assim por Robin Miller, do site Speedtv.com: “Em cinco largadas no Indianapolis Motor Speedway, Bruno liderou quatro vezes, terminou duas vezes entre os cinco primeiros e foi pole em 2002. E vice-campeão da CART por três temporadas consecutivas”. Por mais que o passar dos anos torne as coisas mais compreensíveis e nos ensine a ver os meandros nada agradáveis deste grande negócio, não há como não ficar decepcionado. Com o perdão da palavra, e por mais que A.J Foyt e Larry Foyt tenham sido, nas palavras de Bruno, “muito bacanas ao explicar a situação e manifestar solidariedade”, é uma tremenda sacanagem. Que no carinho da mulher Luciana, do pequeno Enzo e nas perspectivas de pelo menos se divertir com o Jaguar XKR da equipe Rocketsports na American Le Mans Series, ele encontre motivos para varrer este dia triste do mapa…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *