TÁBUA DE SALVAÇÃO

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Era para ser Campos Meta e virou Hispania desde que os patrocinadores e investidores esperados roeram a corda e deixaram o projeto. Era para ser um carro bem projetado, com todo o conhecimento e experiência da Dallara, que dispensa apresentações, mas o dinheiro curto fez com que o HRT 01 fosse extremamente conservador, quase um GP2 vitaminado. Falta, e muito, eficiência aerodinâmica. O que não seria tão problemático considerando a situação da Lotus e da Virgin, que avançam a passos curtos, mas constantes. Só que o time de Múrcia resolveu desfazer a parceria com o construtor italiano, não tem a estrutura necessária para construir um carro do zero e seu único integrante capaz de responder ao desafio – Geoff Willis, ex-BAR e Williams, não pode fazer milagre.

Pois gente bem informada do circo garante que a sobrevivência do time, que bem poderia se chamar Hispania Rent a Car, tal a necessidade de atrair pilotos com a mala cheia de dólares, está próxima de ser garantida graças a um acordo com a Toyota. Cujo espólio está guardado na sede de Colônia desde que a montadora japonesa decidiu sair do circo. Um dos carros, que você já viu aqui, mas eu repito a foto, está pronto para acelerar. O outro teria sido destruído por John Howett, diretor da equipe nipônica numa tentativa desastrada de mostrar seus dotes de piloto dentro do prédio da escuderia. Não por acaso há anúncios em revistas inglesas recrutando para trabalhar na Alemanha, sem que a Toyota tenha qualquer possibilidade de voltar a se envolver em primeira pessoa. Se os motores serão os “made in Japan” ou os Cosworth ainda não se sabe. Mas tudo indica que, caso o acordo saia, Kazuki Nakajima será um dos pilotos. Quanto ao outro, é de se esperar anúncios de leilão. Quem pagar mais, senta…

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