SUZUKA E SEUS MISTÉRIOS

Publicado em Sem categoria

Piloto que se preza (especialmente se chegou à F-1 ou acelera nos ovais da IRL, mas vale para qualquer um que deu bons passos na carreira) não tem medo, mas respeito por certas pistas ou trechos de circuitos. Uma das obsessões do canadense Jacques Villeneuve, por exemplo, na melhor tradição paterna, era a de percorrer a desafiadora Eau Rouge, em Spa-Francorchamps, de pé embaixo, o que depois veio a se tornar norma com o controle de tração e o aumento da eficiência aerodinâmica dos carros. Tratando-se de Suzuka, palco da 16ª etapa do Mundial de F-1. não há quem não fale da 130R, uma curva feita em sétima marcha, a mais de 300km/h mas que, para minha surpresa, não é feita com aceleração máxima nem no treino oficial. E quem revelou tem toda a autoridade do mundo para falar. Cristiano da Matta é humilde ao reconhecer que as características da Toyota em 2003 o ajudaram a largar em terceiro na primeira visita à pista, mas tem muito do mérito pela adaptação rápida. Ele mesmo admite que não é um circuito qualquer. E cita um ponto em especial: a sequência que começa com a curva Spoon e só vai parar na chicane que antecede a reta dos boxes. Lembra que ali, em 2002, Allan McNish sofreu um acidente assustador nos treinos, que o tirou da prova. E emenda: ser rápido e eficiente ali, onde os guard-rails estão próximos, é “zero de coragem, e 100% de limite do carro”. Ainda bem que, em meio a pistas com áreas de escape quilômetricas e dificuldades criadas artificialmente, ainda existem traçados capazes de premiar o conjunto carro/piloto. Um palco perfeito para uma reta final de Mundial. Palpite? Sebastian Vettel costuma brilhar nestas condições, especialmente se houver chuva. Largou da pole e venceu ano passado no melhor estilo Cristiano. E, por ter menos a perder, é quem mais pode arriscar…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *