Stepneygate em miniatura

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Era uma vez um calhamaço cibernético com os detalhes da Ferrari F2007 que, levado por Nigel Stepney, hoje diretor da equipe JRM que disputa o Mundial de Endurance, foi parar nas mãos de Mike Coughlan, então na McLaren, depois de um nebuloso incidente descoberto pelo funcionário da loja de cópias usada pelo segundo para imprimir os desenhos e detalhes do projeto. Kimi Raikkonen foi campeão com a Ferrari, os dois punidos com uma quarentena (Coughlan voltou em grande estilo, como diretor técnico da Williams), além da aplicação de uma multa de US$ 100 milhões pela FIA, mais tarde reduzida com a anuência do time de Maranello.

Parecia o último caso de espionagem industrial no circo, até a Force India alegar que o Team Lotus (atualmente Caterham), no projeto de sua primeira máquina, em 2010, se valeu de informações confidenciais, repassadas pela Aerolab, empresa italiana comandada pelo projetista francês Jean-Claude Migeot e que presta consultoria independente a equipes e fabricantes. Os anglo-indianos chegaram ao extremo de identificar, na máquina verde e amarela, similaridades que configurariam a cópia descarada.

Pois dois anos depois, finalmente a Justiça britânica se pronunciou sobre o caso, e tirou a razão de quem acusou. Trazendo a verdade à tona. A Force India contratou a Aerolab e não pagou. Em condições normais, haveria um período para que os técnicos apagassem todos os arquivos e levassem embora seus guardados, mas, diante do calote, a ordem foi limpar por conta própria as salas – e é aí que algo pode ter ficado para trás e aproveitado pelo Team Lotus (este sim pagou em dia). Pois o magistrado Justice Arnold determinou indenização de 850 mil euros (cerca de R$ 2,2 milhões), que vão sair da conta de Vijay Mallya direto para o Aerolab. E cópia não houve, efetivamente…

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