Sobre uma quase tragédia…

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Ainda sobre a imagem mais impressionante do fim de semana: o acidente de Diumar Bueno nos treinos para a etapa de Guaporé da F-Truck, valem algumas considerações: claro que, em primeiro lugar, é necessário louvar a combinação entre sorte e proteção do equipamento que impediu algo mais sério, mas várias lições ficaram. Recentemente, numa conversa com Cristiano da Matta, que competiu na categoria em 2010, ele se lembrou de algo fundamental. “Parece que é tudo lento em relação a um carro de fórmula, ou um GT, e toda aquela cabine te passa a sensação de que você está mais protegido, e nada mais sério pode acontecer. Até você lembrar que está no comando de uma máquina de quatro toneladas, que é o peso que vai bater, por exemplo, num guard-rail ou numa mureta. É muita energia para ser dissipada num impacto”.

Sem contar que, neste tipo de veículo, por mais que se evolua, os freios continuam sendo o tendão de Aquiles, o ponto fraco, o componente que pode deixar o piloto na mão. Nunca haverá um circuito 100% seguro, mas fico imaginando se, em sua trajetória desgovernada, o caminhão de Diumar tivesse encontrado outro. E se o fato de haver um barranco logo após as lâminas metálicas não é problema para os carros, ficou claro que é, sim, para os pesados. Diferentemente do que parece, muita área para desaceleração pode ser um risco, e não um fator de segurança. Como os organizadores da categoria são extremamente sensíveis (e na verdade todos têm que ser) às condições de proteção ativa e passiva, que se avalie o acidente sob os diversos focos – o da resistência do equipamento a choques, das condições dos circuitos, do que pode ser feito para atenuar os riscos –, e sejam propostas evoluções logo. Nesse aspecto, a Nascar é a grande referência: quem viu a batida na última volta da etapa de Talladega, há duas semanas, ainda se surpreende de como os danos foram relativamente pequenos e ninguém se feriu com gravidade…

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