SOBRE A VAGA NA RENAULT… E MAIS UMA SIGLA

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Primeiro, vamos ao DRS. Está pra nascer uma categoria que goste mais das siglas do que a F-1. Já tivemos F-Duct, agora está de volta o Kers e, de uns tempos para cá, a moda virou o DRS. É DRS pra lá, DRS pra cá, tem quem diga que testou o DRS, quem afirme que foi à pista e não ativou o DRS. Portanto, caro leitor, quando ouvir falar em DRS, pense na asa traseira móvel, que pode ser acionada nas retas de forma livre nos treinos e qualificação, e controlada pela telemetria durante as corridas – apenas numa faixa de pista delimitada e quando o carro que vai à frente estiver a menos de um segundo de diferença. Para o glossário de termos mais ou menos úteis do circo, DRS quer dizer Downforce Reduction System, ou sistema de redução de downforce, que é exatamente o que ocorre quando a lâmina principal do aerofólio torna-se menos inclinada, favorecendo a passagem do ar. Simples assim…

Sobre a vaga na Renault, já era de Nick Heidfeld, e ficou mais ainda. De cara o alemão consegue andar abaixo de 1min21 em Jerez, coisa que pouca gente fez, mesmo com todo o mistério que cerca os testes – como por exemplo, Red Bull e McLaren estarem voluntariamente escondendo o jogo. Não importa se o carro está com o tanque na reserva, se os pneus são os mais macios e foram usados por duas, três voltas apenas. Ele foi posto a prova e fez o que se esperava.

E infelizmente, nada garante que Bruno Senna poderá acelerar nas mesmas condições. Se a equipe técnica quiser que ele entre na pista amanhã com gasolina até a tampa e ande com pneus duros para avaliar seu desgaste, é isso o que vai ter que fazer. E sua marca não servirá de parâmetro para dizer qual dos dois é mais rápido. É triste, mas a F-1 é assim. Só para apimentar a polêmica, me lembro bem de quando Bruno Junqueira andou pela primeira vez com uma Williams, em Monza, 1999 era o ano. Tomou quase três segundos do melhor tempo e teve a estreia definida pela imprensa italiana como “razoável”. Eles não sabiam de alguns detalhes que o próprio piloto explicou mais tarde: “Cumpri exatamente o que a equipe me pediu. A orientação era não usar as zebras em hipótese alguma (e olha que na pista italiana é necessário atacá-las), eu estava sempre com bastante combustível e pneus velhos. Em nenhum momento fui à pista para uma volta no limite, ao contrário do (Alessandro) Zanardi”. Goste-se ou não, faz parte do jogo. E 2012 abre boas possibilidades para o sobrinho de Ayrton. Quem sabe na “outra” Lotus, que começa a dar sinais positivos?

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