Sobre a Lotus…

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É complicado olhar de longe e mesmo as fotos oficiais não esclarecem muita coisa sobre o E21 além do que já está fácil de ver: nada de suspensão pullrod dianteira, o bico no degrau se mantém (o diretor-técnico James Allison preferiu economizar em peso, já que a carenagem teria funções estéticas, mas não aumentaria a pressão aerodinâmica), os suportes da asa dianteira são estreitos, sem a disposição de túnel dada, por exemplo, pela Ferrari. De intrigante, por enquanto, duas coisas: as entradas de ar laterais na carenagem do motor, que podem servir para refrigerar as baterias do Kers, mas também eram usadas para alimentar o DRS passivo, agora proibido. Será o primeiro indício de drible nas regras?

Outra pulga atrás da orelha diz respeito ao desenho das saídas dos escapamentos. Parecem estar mais à frente que o habitual, e quanto mais curva os coletores têm de fazer, maior a perda de potência (vale lembrar que há um quadrado virtual dentro do qual o escape tem de sair de qualquer modo). E o time de Enstone não foi dos mais ousados ao explorar o efeito Coanda, segundo o qual o ar sob forte pressão tende a acompanhar a forma das estruturas que o cercam. Mas este ano o conceito parece ter sido abraçado com atenção, tanto assim que há um prolongamento que parece ir até as proximidades do difusor.

Sempre é bom lembrar que a configuração aerodinâmica é, literalmente, para inglês ver. A galeria de vento segue trabalhando a todo vapor e as novidades serão lançadas homeopaticamente – nem é preciso ser vidente para prever que o carro que alinhará em Melbourne estará bastante modificado em relação ao mostrado hoje. Assim é a F-1…

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