Sobre a decisão de Webbo…

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Você é um tremendo piloto, mas tem a seu lado, no mesmo espaço, um fora de série, daqueles que aparecem uma vez a cada 10 anos. Venceu em Mônaco, Silverstone, Interlagos (tá certo, de presente), mostrou que em determinadas condições, ou num dia inspirado, não deve nada a ninguém, a ponto de merecer o respeito de todos os adversários.E sabe que não será campeão mundial de F-1 enquanto tiver entre os rivais “uns tais” de Vettel, Alonso, Raikkonen, Hamilton e Button. É rápido o suficiente para seguir na F-1, mas, ao mesmo tempo, maduro para, com 37 anos, encarar as 24h de Le Mans e as demais provas do Mundial de Endurance.

Sim, Mark Webber estava num dos lugares mais invejados e apreciados do circo, mas resolveu dar as costas à F-1 sem remorso ou dúvida, nem tanto por se considerar o número 2 – ficou claro, no episódio, como é querido por Christian Horner (de quem é sócio na equipe MW Arden da GP3) e por Dietrich Mateschitz, o criador do império Red Bull. Quem nunca foi com sua cara foi Helmut Marko, que a esta altura estará com certeza feliz, embora não tenha, na manga do colete, um novo Vettel para ocupar o lugar vago.

E que ironia ver o nativo de Queanbeyan optar pelo convite de uma fábrica da terra de Vettel (e quase da de Marko, Ferdinand Porsche era austríaco). Está mais do que na hora de parar de achar que saída da F-1 é fim de carreira. Quem acompanhou as 24h de Le Mans e viu a idolatria reservada a pilotos como Lucas di Grassi, Anthony Davidson, Kazuki Nakajima, Kamui Kobayashi, Giancarlo Fisichella, Tom Kristensen, Romain Dumas e Bruno Senna sabe que existe vida inteligente, emocionante e desafiadora fora do circo. A ser coadjuvante de luxo, melhor dividir por dois, ou três, os méritos das conquistas e vitórias…

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