Sexta maluca…

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É o que acontece quando um piloto já tem um fim de semana repleto e recebe um irrecusável convite para voltar à Fórmula Indy, sem pressão. Felizmente tem quem tome conta de detalhes como macacão, luvas e sapatilhas – mesmo eles mudam de uma categoria para a outra. Para que o amigo leitor tenha uma ideia, assim será a sexta-feira de Bruno Junqueira em Baltimore, dividido entre o protótipo Oreca-Chevrolet da equipe RSR Racing, na oitava etapa da American Le Mans Series (ALMS) e o Dallara Honda da equipe Sarah Fisher na antepenúltima prova da temporada da Indy. O detalhe é que as ruas da cidade portuária estão entre os trechos mais ondulados do automobilismo internacional – imagine quicar este tempo todo (os horários são de Brasília):

10h30 às 11h    Indy: treino livre Grupo A (novatos e pilotos que não estão entre os 10 primeiros no campeonato)

11h às 11h30    Indy: treino livre (todos os pilotos)

11h50 às 12h50   ALMS: treino livre

15h05 às 16h45   Indy: treino livre

17h05 às 18h05   ALMS: treino livre

18h50 às 19h05   ALMS: qualificação

Somando tudo, são quase seis horas de pista – nos casos mais complicados serão 20 minutos para descer de um carro e estar pronto no outro. É bem verdade que muito desse tempo é gasto nos boxes; que o companheiro do mineiro no comando do protótipo, Tomy Drissi, também tem que andar, mas, ainda assim, é asfalto até não poder mais. Coisa para se fazer uma vez ou outra, e mesmo assim com o preparo aeróbico de atleta do campeão sul-americano de F-3 e intercontinental de F-3000, fruto de muitas horas de pedaladas em ritmo forte. Mas ainda estou para ver um piloto reclamar por ter andado muito. Essa raça talentosa quer é mais mesmo… Tomara que saia tudo conforme o figurino e haja sucesso nas duas empreitadas…

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