Senna na Lotus Renault, mas…

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Ok, Bruno Senna substitui Nick Heidfeld na Lotus Renault GP a partir da Bélgica mas… a chance de ele permanecer como titular na equipe em 2012 é zero. Como na Fórmula 1 não apenas o talento conta, a montadora francesa uniu o útil ao agradável e, diante do desempenho “regular” de Nick Heidfeld – nenhuma novidade, aliás, já que a carreira do alemão sempre foi assim e não seria de se esperar nada de excepcional – deu ao brasileiro uma chance de acelerar num carro de verdade (esqueçamos do arremedo de chassi, motor e quatro rodas alinhado pela Hispania em 2010, que não deu ao sobrinho de Ayrton a oportunidade de mostrar serviço).

Entretanto, e a conjunção adversativa é sinônimo de problema, a aposta do grupo Genii Capital para uma eventualidade tem nome e sobrenome, e responde por Romain Grosjean. Que é suíço de nascimento, mas francês de passaporte. E o próprio Eric Bouiller, diretor esportivo da escuderia, iniciou, com a Federação Francesa de Automobilismo (FFSA), a imprensa e vários ex-pilotos, uma campanha para levar um compatriota de volta ao circo. E você há de perguntar: mas por que diabos Grosjean já não acelera neste fim de semana, em Spa-Francorchamps? Elementar, meu caro Watson: ele lidera com folga o campeonato da GP2 e não vai abrir mão de um título praticamente garantido. Vitaly Petrov tem apoio garantido na Rússia e não vem fazendo feio, o que justifica sua permanência em 2012. Assim sendo, se Kubica não puder voltar, Grosjean é o substituto. E não será surpresam se ganhar uma chancezinha, como prêmio, no período entre os GPs de Monza e Abu Dhabi. Claro que em Interlagos, com uma Lotus, seria desperdício abrir mão da presença de um Senna. É torcer para encontrar cockpit em outra vizinhança, já que, na Lotus, ano que vem, fora de cogitação.

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