Sábias palavras…

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João Paulo de Oliveira faz parte de um grupo seleto no automobilismo brasileiro: o dos pilotos que não conseguiram apoio proporcional ao talento, mas, mesmo assim, chegaram longe nas pistas do mundo. Uma lista a que eu acrescentaria Rafa Matos, Max Wilson, Juliano Moro, Hoover Orsi – basta correr pela memória para lembrar vários nomes, e em comum o fato de nenhum deles ter conquistado uma oportunidade na F-1 (longe disso), por mais que merecessem.

Pois o paulista, campeão japonês de F-3 em 2005 e da F-Nippon ano passado (este ano estreou às pressas na Indy Racing League em Motegi e fez bonito, apesar de ser apresentado ao Dallara Honda em cima da hora), resolveu botar a boca no mundo e se valeu das redes sociais.

“Nos nossos dias, os novos pilotos na F-1 são encarados como contas no banco: se não têm dinheiro suficiente, não despertam o menor interesse”, postou no Twitter. Não fosse a salvação nipônica, mesmo em tempos de crise (a terra do Sol Nascente já investiu bem mais no esporte) e hoje ele provavelmente não teria o que fazer. E se “J.P.” merece os parabéns pela carreira e pela coragem de falar o que pensa, algo cada vez mais raro nos circuitos, triste é constatar que é a mais pura verdade. Uma simples participação nos treinos livres de sexta-feira ou nos testes dedicados aos novatos exige muitos zeros à direita. Menos mal que ainda há quem acredite, e o automobilismo não vive só do circo…

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