Rolando no Inferno Verde…

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Coisas de um calendário cada vez mais repleto e com opções para todos os paladares: muita gente nem se recuperou do esforço nas 24h de Le Mans e, neste fim de semana, já encara desafio igualmente encardido, talvez até mais por conta das características da prova. Afinal, não se espalha 175 carros numa pista impunemente, tanto mais quando a pista em questão é o Grune Hölle, o Inferno Verde de Nurburgring, a versão Nordschleife, com seus 20.320m de extensão e 77 curvas escondidas entre árvores assustadoras e guard-rails ameaçadores.

E por incrível que pareça, trata-se de prova bem mais democrática do que as duas voltas pelo ponteiro do relógio no circuito da Sarthe – é bem verdade que as fábricas e times oficiais e seus GTs estão cada vez mais presentes na classe SP9, a principal da brincadeira, mas, basta correr a lista de inscritos para encontrar Clios, Astras, Golfs e máquinas menos novas. E a lista de pilotos tem craques até não acabar mais, misturados com a turma dos finais de semana, que corre apenas para se divertir, faz vaquinha, consegue a ajuda dos amigos como mecânicos.

Nos últimos anos, pelo menos, tornou-se obrigação para quem tem o currículo menos forrado a participação em pelo menos uma etapa do VLN, o certame de endurance disputado no velho Nurburgring. Assim dá para ter uma ideia do que esperar, embora (e eu sempre repito isso, mas vai que você ainda não leu) eu tenha, lá na pista, em 1998, perguntado a Hans-Joachim Stuck, como fazer para memorizar tamanho gigante. No que ele respondeu, sem pestanejar: “impossível. É levar o desenho da pista no volante, improvisar e se adaptar às circunstâncias. Lógico que dos pontos críticos a gente lembra”, comentou o cracaço alemão.

E nos trechos em que a estrada cruza o que é o circuito, fica difícil acreditar que por ali passem carros a 200, 250 km/h, que podem se deparar com um rival parado na saída de uma curva cega. Coisa de louco, literalmente. Que só terá este ano a torcida brasileira, já que não estamos representados – olha que argentinos, tailandeses, australianos, finlandeses, estonianos e húngaros há aos montes. Mas é prova para se acompanhar, curtir e vivenciar assim mesmo…

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