QUE NÃO VÁ POR ÁGUA ABAIXO

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Escrever sem presenciar o fato não é tarefa das mais simples mas, quando as fontes são confiáveis, dá para palpitar sem medo de erro. Negócio é o seguinte: pelo segundo ano consecutivo, o Brasil recebe a segunda etapa do Intercontinental Rally Challenge, ou IRC, uma espécie de mundialito mais democrático e barato do que o WRC (haja sopa de letrinhas…). Um percurso elogiado, uma organização bem intencionada mas, para variar, a coisa não começou como se esperava no rali que marca a 30ª edição da tradicional prova curitibana. A chuva resolveu dar o ar da graça no primeiro dia da programação e não havia médico ou ambulância no shakedown (trecho semelhante aos usados na prova fechado para o tráfego e usado como teste). Além disso, aos 45min do segundo tempo, foi publicado um adendo ao regulamento obrigando os concorrentes do Brasileiro a usarem pneus Pirelli. Nada contra a marca italiana, fornecedora no WRC (os produtos não são os mesmos, é bom que se diga), mas não houve qualquer contrapartida (valores promocionais, incentivo em publicidade, ou coisa do tipo). O pior é que não havia borracha suficiente para os carros e foi necessário acionar um plano B. Muita gente não gostou da história. Pelo bem da modalidade, tão escanteada nos últimos anos – e olha que este que vos fala correu uma etapa do Brasileiro ano passado (a duras penas, bem verdade) e foi picado de vez pelo bichinho do rali, tanto que não vejo a hora de voltar a acelerar – tomara que nada disso comprometa o espetáculo. Afinal, são respeitáveis 49 carros inscritos, e o Brasil merece uma prova como essa. Que tudo corra bem até sábado e mereçamos repeteco em 2011… O Skoda Fabia S2000 do finlandês Juho Hanninen Foto: Fábio Davini/divulgação

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