Presente e futuro da Indy…

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Comecemos pelo mais triste e que apenas confirmou o que já se esperava: São Paulo perde a etapa da F-Indy depois de quatro anos de um evento que se consolidou, ganhou platéia cativa e superou mesmo a descrença deste que vos escreve, que não conseguia imaginar como um traçado em torno do Anhembi se tornasse interessante. Foi só ver de perto, em 2011, e sair maravilhado com a capacidade de reunir toda a estrutura (traçado, boxes, hotel dos pilotos, sala de imprensa) em um espaço mínimo, causando um prejuízo nada pesado ao trânsito da Marginal Tietê. Bem verdade que, a exemplo da F-1, estamos falando de um evento que não se paga apenas com os patrocinadores, que exige um belo cachê à organização, bem como arcar com todo o custo de trazer o circo dos EUA, o que não fica barato. Que o Grupo Bandeirantes não seguraria a peteca de bancar a quinta edição da SP Indy 300 era algo que já se comentava, e acabou confirmado tão logo a Indycar divulgou o calendário para 2014. E olha que, tirando a confusão do primeiro ano, quando foi necessário reasfaltar em cima da hora a Passarela do Samba, pilotos e equipes eram só elogios para uma corrida bem mais interessante do que muitas do lado de lá do Equador. Um campeonato que se pretendia mais internacional a cada ano vive fenômeno oposto, e volta a ficar confinado nos EUA e Canadá – só espero que a cobertura pela TV não se ressinta disso…

Por outro lado, o campeonato deste ano chega à decisão em Fontana, com Scott Dixon mais bem cotado do que Hélio Castroneves, distante 25 pontos da ponta. Possível ainda é, agradável perder o título depois de ter liderado por quase todo o campeonato não será nada bom, mas “carreras son carreras”, já dizia Juan Manuel Fangio. O que sinceramente me preocupa é a ideia de fechar a temporada em Fontana, de volta à categoria, muito em função do que ocorreu há dois anos em Las Vegas com o saudoso Dan Wheldon: por mais que os pilotos se respeitem, por mais que os Dallara DW12 sejam bem mais resistentes, o acidente de Dario Franchitti em Houston serviu como um senhor alerta. E a monstruosa pista californiana não é lugar dos mais tranquilos – ouvi, da própria boca, de alguém que correu lá com resultados mais do que bons, que não via a hora de receber a bandeirada e descer do carro, tamanha a tensão e o temor de que algo desse errado. Tomara que os protagonistas pensem duas vezes antes de tentarem manobras mais arrojadas; tenho certeza de que vale a pena perder um pouco da emoção para ganhar em segurança. E que o sábado/domingo seja apenas de festa…

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