Presente de aniversário…

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O blog não é rede social, que dedura os aniversários, mas, como o tempo passa para todos, semana passada completei mais uma volta nas pistas da vida. E a analogia não poderia ser mais adequada, considerando que, no fim de semana, tive o privilégio de ganhar um senhor presente. Coincidência, mas das boas, já que a perspectiva de andar pela primeira vez no novo traçado do Mega Space, em Santa Luzia, tinha surgido há mais tempo, graças ao convite do piloto Eduardo Gontijo, que além de bota dos bons é o responsável pela organização do Mineiro de Marcas e Pilotos – ele tomou pelo braço a missão de dar força à competição e se cercou de profissionais da área de marketing e eventos para fazê-lo.

Horário combinado, lá estava eu na pista, levando na bolsa macacão e capacete que andavam encostados desde a capotagem do valente Palio no Rali de Ouro Branco do ano passado. Fico sabendo que terei a chance de andar em três carros diferentes, o que era muito mais do que eu poderia sonhar. Um deles acabou apresentando problema mecânico, mas um Paulo 16V e um Gol estão à disposição, e eu já agradeço aos pilotos e equipes pela disponibilidade. Não é fácil entregar um brinquedo pronto a um “estranho”, como não é fácil acelerar sob os olhos de todos…

Devidamente instalado no banco, preso pelo cinto de quatro pontos e com a sensação estranha de não ver os plásticos do painel à frente e a “poltrona” do navegador ao lado, ligo a chave geral, o contato, e logo o Palio ronca bonito, com sua marcha lenta rouca.

Checagem feita na saída dos boxes, logo vem a vontade de pisar bem no pedal da direita, e a cada metro a tentativa de ser mais rápido e buscar os (meus) limites. O motor enche rápido, o shift light (a luzinha que indica o momento exato da troca de marchas) se acende quase o tempo todo e fico impressionado com a instabilidade da traseira, que quica a cada frenagem ou mudança de direção – bem que a turma já havia me alertado. Superado o trecho de montanha, que é uma delícia, vem a primeira chance de rasgar o retão e subir o morro de pé cravado. Não há nada melhor do que a sensação de andar num asfalto perfeito, com áreas de escape e proteção em volta. No aprendizado não podia faltar uma rodada na parte antiga do circuito, felizmente sem tocar em nada e longe dos demais carros. Foram umas seis voltas e a máquina volta intacta aos boxes.

Mal deu tempo para descansar e é hora de pular para o Gol. Gontijo havia comentado que eu talvez tivesse mais dificuldade com o modelo da VW, e qual não é minha surpresa quando acontece justamente o contrário? Parece um kart, a luzinha acende bem menos, a traseira quica bem menos, mesmo com o ritmo mais forte. Numa das subidas, um pássaro distraído veio pelo caminho e, quando eu imaginava que ele desviaria a tempo, senti um toque leve no lado direito do vidro. Antes que os ecologistas me crucifiquem, a turma que estava na beira da vista viu o bicho levantar voo e seguir adiante depois, talvez um pouco tonto. Que sensação incrível fazer a curva à esquerda no alto da montanha e dar de cara com um um trecho que esconde o começo da descida… Acelera, freia, acelera, freia, de vez em quando troca de marcha, e assim a brincadeira fica cada vez melhor. Retorno aos boxes com a sensação de que, se treinar mais, se tiver tempo de pista, os tempos podem começar a ficar bons. Quem sabe não pinta uma chance de correr em breve? Em tempo, domingo tem a segunda etapa do campeonato, no Mega Space. Vale conferir, com certeza…

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