PILOTAR E RANGER OS DENTES…

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Quanto mais o homem conhece sobre si próprio e a tecnologia, mais fatores são levados em conta na preparação de um piloto de ponta. Ayrton Senna tornou lendária a preocupação com o preparo físico e cada detalhe que poderia valer décimos de segundo preciosos. Hoje há clínicas e aparelhos especializados em trabalhar músculos e reflexos específicos, sem contar os simuladores impressionantemente realistas e capazes de, num recinto fechado, reproduzir todos os movimentos e mesmo a ação da força da gravidade sobre o organismo.

Até aí tudo bem. Eu mesmo tive o privilégio de conhecer a que é hoje considerada a meca dos pilotos de ponta, a Formula Medicine, empresa criada pelo médico italiano Riccardo Ceccarelli em Viareggio, na Toscana, com base em sua experiência na F-1 e em outras categorias de ponta. Aliás, dia desses eu falo sobre o projeto, coisa mais do que profissional e séria – basta falar em sobrenomes como Massa, Kubica, Briscoe, Junqueira e Trulli, alguns dos que se valeram dos preciosos ensinamentos e experiências do projeto.

Mas, aqui o assunto é outro: tudo bem que, nos tempos atuais, de estresse e cobrança máximos, um dos sintomas típicos da modernidade é o bruxismo (o ranger de dentes). E que a indicação para quem padece do problema é o uso de uma placa de acrílico durante a noite (principalmente) ou a prática esportiva, para atenuar os efeitos danosos. Só que, também da Itália, vem algo ainda mais especializado. Pois o doutor Pietro d’Agostino, dentista da terra da bota, propõe o uso de um protetor chamado de Race Bite (bite é mordida, em inglês…). Segundo ele, é possível, com um sistema de coleta de dados, calcular os picos de força dos dentes durante o esforço da pilotagem e desenvolver uma placa personalizada, capaz de melhorar o desempenho do piloto ao “estabilizar o baricentro numa posição ideal”. Será que é preciso isso tudo? Sei lá…

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