PARA NÃO ESQUECER NUNCA

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“Escreva um livro, tenha um filho, plante uma árvore”. Ao que eu acrescento, para quem é apaixonado pelo automobilismo: “pilote um carro de corrida”. Das prioridades ditas originais, eu tive dois lindos filhos, devo ter plantado uma árvorezinha quando era menino e, quanto ao livro, espero um dia ter material suficiente (e de qualidade) que me permita arriscar. Já a última eu acrescentei quarta-feira ao currículo, graças ao convite da Fiat e à solidariedade do timaço do programa Vrum, do SBT. A proposta do engenheiro Carlos Henrique Ferreira era tentadora demais para ser desperdiçada: dar umas voltas, no circuito do Mega Space, em Santa Luzia, no carro do Trofeo Linea, com seus 215cv, freios Brembo, pneus slick e uma bela asa traseira.

Mas pera aí, você há de dizer… o jornalista não vive dizendo que está tentando ser piloto de rali, que acabou de completar sua primeira prova, etc? Sim, mas com todo respeito ao valente Palio 16V e seu motorzão, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como diria o filósofo. O regulamento do Grupo N (de nothing, mesmo) praticamente impede mudanças na estrutura do carro. Só mudam os amortecedores, é soldada a gaiola em aço cromolibdênio e o motor recebe alguns ajustes. É um carro de rua transformado num modelo de rali.

Já o Linea, embora mantenha carroceria original, é praticamente outro carro. O painel é substituído por um display digital da Magneti Marelli recoberto por uma estrutura em fibra de carbono. As rodas aro 17 caem uma polegada (são modelos Scorro, com revestimento de silício), o interior é totalmente esvaziado e, onde deveria haver o comando do câmbio, há apenas os botões de partida e chave geral. Para mudar as marchas, o segredo é empurrar, ou puxar, com decisão, a alavanca colocada ao lado do volante, que aciona a caixa sequencial fabricada pela francesa Sadev, especialista em modelos de corrida. E os freios então? Dá gosto ver os discões e as pinças da Brembo. Assim como o volante Sparco de engate rápido. Tudo bonito e funcional. Quer saber como foi a experiência? Fique atento que eu conto no próximo post. Só adianto uma coisa: é apaixonante. Aí vai uma imagem do “teste”. Eu juro que sou eu no volante, e olha que tenho testemunhas… (segue)

Luciano Figueroa/Studio Cerri/divulgação

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