Para ganhar o mundo…

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Primeira lista de equipes inscritas oficialmente na principal categoria do Mundial de Rali 2012 e, ao lado das poderosas Citroën, com Sebastien Loeb e Mikko Hirvonen; e Ford, com Jari-Matti Latvala e Petter Solberg aparece… a verde e amarela (muito mais verde do que amarela, diga-se de passagem) Palmeirinha Rally Team, do folclórico e gente finíssima Paulo Nobre, o Palmeirinha (foi diretor do clube do Parque Antártica e concorreu à presidência nas últimas eleições). Não se trata de um feito inédito, já que, este ano, o baiano Daniel Oliveira idealizou o Brazil World Rally Team mas, com todo respeito, a temporada do BWRT valeu apenas pelo pioneirismo, já que nem mesmo o suporte oficial da Prodrive, que concebeu o Mini John Cooper Works WRC, foi capaz de garantir um pontinho que fosse – olha que houve provas em que teve gente pontuando mesmo a mais de meia hora do tempo do vencedor, com carros da N4 ou S2000, menos potentes e que correm uma competição à parte.

Palmeirinha teve chance de capotar ou bater carros suficientemente até descobrir o ritmo ideal de prova e a experiência em provas de longa duração como o Rali dos Sertões também ajudou a encontrar o limite. Se fizer os treinos necessários para se famiarizar com a cavalaria e o desempenho de uma máquina cujo preço supera R$ 1 milhão (pode ser um Mini ou um Fiesta), já tem intimidade com as condições da maioria das etapas e muita margem para evoluir. E o mais bacana da história é que sempre teve a seu lado o navegador Edu Paula, que, no Paulista, troca de cadeira e pilota um Peugeot 206, com a filha Marcella a auxiliá-lo.

O mais curioso é que, embora atraia milhares de fãs pelo mundo e volte a ter este ano o Rali de Montecarlo como prova de abertura, o WRC parece o rali brasileiro e vive momentos de incerteza. A North One Sport, que era dona dos direitos comerciais da competição, praticamente ruiu depois que seu proprietário, Vladimir Antonov, foi preso sob suspeita de corrupção. Não há um promotor definido e a Mini (BMW) aguarda uma solução para confirmar presença, depois da ótima primeira temporada. Há muitos planos, muitas especulações, mas poucos assinaram o cheque e a ficha de inscrição. Tanto assim que o prazo-limite se esgota em 27 de março, dois meses depois da primeira prova. Se o catariano Nasser Al-Attiyah e o belga Thierry Neuville estão confirmados no Junior Team da Citroën, Kris Meeke, Dani Sordo, Armindo Araújo, Ken Block, Henning Solberg, Ott Tanak, Matthew Wilson e o argentino Federico Villagra, protagonistas em 2011, ainda são simples asteriscos, sem nada fechado. Tomara que todos, ou pelo menos a grande maioria, consigam marcar presença, num ano em que, sinceramente, a saída de Kimi Raikkonen não fará a menor diferença…

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