Para suiço ver…

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A lambança doméstica da Sauber no movimentado GP de Mônaco (sim, a coluna vem em breve…) é injustificável, mesmo diante de incidentes semelhantes envolvendo times bem mais à frente no grid (alô Mercedes…). Tudo bem que dar ordens de equipe é um direito de quem paga, assim como não segui-las é uma possibilidade de quem corre, mas o que se viu foi uma sucessão de equívocos. Não era preciso ser comentarista de TV para entender que a mensagem de rádio dizia para Felipe Nasr abrir caminho para o companheiro na curva 1 (Sainte-Devote) – especialmente a que veio da chefia, depois da recusa inicial do brasiliense. Ironizar como fez Marcus Ericsson (“pelo visto o rádio dele está com problemas”) foi uma atitude ridícula de quem deveria ter falado de forma direta, algo do tipo “e então, ele não vai abrir caminho mesmo?”. E pelo visto a diferença de desempenho entre os dois carros azuis não era tão grande assim para justificar a manobra, algo totalmente diferente daquilo que se viu entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton. Especialmente considerando que Ericsson já andou ignorando orientações da combalida esquadra suíça, não era o caso de forçar a barra e tentar o impossível, num ato típico de desespero nada sueco. O duplo abandono e as peças quebradas só aumentam o buraco financeiro do time de Peter Sauber, além de desencorajar qualquer patrocinador em potencial, que não vai querer investir para ver sua marca sendo sinônimo de confusão.

Pois eis que, conversas tidas, desculpas teoricamente pedidas e incidente resolvido, a Sauber começa a semana com um post no estilo “bonitinho”, sugerindo um clima bastante diferente daquele que vai se respirar até o GP do Canadá. E considerando que os dois só têm brigado com eles próprios, é de se esperar mais fagulhas dentro e fora da pista… Vamos e venhamos, coraçãozinho é demais… Apesar de que o apelo para esfriar as coisas se justifica… E a mãozinha devia estar virada é para baixo… Quando dizem que não há nada tão ruim que não possa piorar…

Sauber

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