OS DEVIDOS ESCLARECIMENTOS…

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      Ainda a respeito das mudanças nas regras do Brasileiro de Rali (o primeiro post de hoje, logo abaixo), cabem alguns esclarecimentos, não só meus como também do diretor da equipe GM/Off Limits, Luiz Haas, encarregado pela CBA de negociar um acordo com um fornecedor capaz de atender a competição:          Ninguém questiona a qualidade do produto – pilotos que andaram com ele em Curitiba teceram elogios e um carro equipado com os Scorpion ficou em segundo na abertura do Paulista. Que ele é mais barato do que qualquer outra opção também não se discute. E que pode ter seus sulcos aumentados para aumentar a aderência em piso molhado ou lama está certo.      Mas não seria o caso de se impor pelo preço e pela disponibilidade, ao invés de ser obrigatório? No Mundial há um fornecedor só, mas a escolha foi feita depois de um longo processo, em que cada interessado apresentou seus argumentos. Aqui já se sabia do problema (a Yokohama retirou os subsídios aos pneus de rali no país desde o ano passado) e só no fim de fevereiro chegou-se a uma solução. E mesmo assim porque um chefe de equipe encampou as negociações. Do contrário, estariam todos acelerando com pneus de rua, ou coisa parecida.      O pior de tudo é manter essa cultura de mudar as regras com o jogo em andamento. Muito mais grave do que a questão dos pneus é a mexida nas categorias. Ora, por que ninguém pensou nisso antes? Quem quiser vencer na N2 Light com um carro que respeite o regulamento adotado em 2009 vai ter de tirar leite de pedra. Ou acabar se rendendo aos gastos extras com a preparação. O fato de os grids estarem magros não é questão de categoria e nem garante que, a partir de Erechim, haverá gente nova saindo pelo ladrão. Depois perguntam o motivo de um futebol ser tão popular. Um deles é certamente o fato de que as 17 regras originais permanecem praticamente intocadas…

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