OLIMPÍADA BY PORSCHE

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Não há como dissociar a Porsche do automobilismo. Falar na marca de Weissach é imediatamente pensar em modelos lendários que brilharam nas pistas do mundo, normalmente conhecidos por siglas numéricas: 908, 917, 956, 962 e o 911, espécie de primo rico do Fusca que transformou o sonho de Ferdinand Porsche em realidade e fez de seu sobrenome uma verdadeira lenda. Se existe uma fábrica com a competição no DNA (Ferrari à parte, já que aí é quase covardia), esta é a alemã, que não apenas assombrou o mundo com suas equipes oficiais recheadas de feras como produziu máquinas que, nas mãos de times privados, sempre se mostram competitivas e seguem aumentando a já impressionante galeria de vitórias.

A Porsche foi uma das primeiras a acreditar no conceito de uma competição monomarca para o seu Carrera (não por acaso, homenagem à Carrera Panamericana, disputada no México nos anos 1950). Começou, claro, na Alemanha; há 25 anos está também na França, ganhou versões na Itália, Inglaterra, Ásia, Escandinávia e, desde 2005, também no Brasil, além da Supercup, que serve de preliminar para vários GPs europeus da F-1. Entre as mais diversas versões – normalmente em no máximo dois anos o departamento de competições tira uma nova do forno, já foram alguns milhares de carros fabricados, boa parte deles ainda em ação.Curiosamente, cada país tem sua política quanto à Copa. Se no Brasil ela se transformou em terreno para gentlemen drivers (com raras exceções), entre os alemães, por exemplo, o bicho pega. Mas o fundamental é garantir diversão e chances a todos, qualquer que seja o nível de pilotagem.

Faltava apenas uma coisa, que não falta mais. Se há tantos carros pelo mundo, tantos campeonatos, que tal fazer uma espécie de final internacional, um grid repleto, ainda mais num traçado único, capaz de separar os homens dos meninos? Pois guarde a data: 23 a 26 de junho, na programação das 24h de Nurburgring. Pela primeira vez os especialistas de todas as séries poderão medir forças, e justamente no lendário traçado do Nordschleife. Com uma cereja no bolo para os mais talentosos: os melhores costumam ser chamados para testar as máquinas das categorias GT2 e GT3 e vários passam a integrar o time de pilotos oficiais da marca. Claro que, por uma questão de logística, a tarefa será muito mais fácil para quem acelera na Europa, mas nada impede uma boa presença verde e amarela na festa. E que festa promete ser…

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