OLHO NOS CALOUROS…

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Eu seria muito oportunista se falasse algo do tipo “prestem atenção nesse australiano Daniel Ricciardo porque o moleque é muito rápido”. Afinal, não é de hoje que ele chama a atenção, a ponto de ser guardado pela Red Bull como mais nova joia da companhia. Ninguém é campeão inglês de F-3 e vice da F-Renault World Series 3.5 impunemente. Além disso, talvez pelo que é conhecido como “Aussie grit” (em tradução livre, determinação australiana, como bem gosta de destacar um certo Mark Webber) ele seja daqueles pilotos que nunca serão estrelas, estão sempre sorrindo e preferem filosofar quando as coisas não vão bem a encontrar desculpas esfarrapadas. Por mais que seja sempre um mistério, tudo indica que ele repetirá o caminho de Sebastian Vettel, estreando na Toro Rosso – Sebastien Buemi parece ser a bola da vez; o próximo candidato a perder a vaga para, quem sabe, em 2012, formar uma dupla explosiva com o alemão.

Mas tem mais gente entre os novatos que foram à pista ontem e hoje em Abu Dhabi com potencial para fazer bonito e à espera de uma chance. Em meio aos pilotos que ganharam chance graças à polpuda ajuda de patrocinadores ou devido a acordos comerciais, é bom ficar com os olhos abertos, por exemplo, para o francês Jean-Eric Vergne, terceiro campeão inglês de F-3 consecutivo “made in Red Bull”, depois de Alguersuari e Ricciardo. A facilidade de adaptação e a constância chamam mais a atenção do que o cronômetro. Outro que merecia dar o salto é o italiano Davide Valsecchi, atual campeão da GP2 Asia e que tem esbarrado na falta de apoio. Com a Hispania, conseguiu ser mais rápido que a turma de Lotus e Virgin, o que não é pouco. Que o venezuelano Pastor Maldonado é rápido, ninguém duvida. Resta saber se terá maturidade para render sob pressão, já que aquela história de “um ano para aprender, outro para acelerar” há muito não faz parte do cotidiano da F-1. A grande incógnita responde pelo nome de Jules Bianchi. O francês, digno representante de uma família que já teve piloto no circo (o belga Lucien Bianchi), teve uma carreira irrepreensível desde o kart, mas parece que a entrada na academia de pilotos da Ferrari não fez bem. O talento parece ter encolhido e a temporada de estreia na GP2 rendeu um terceiro lugar que não empolgou. Será reserva do time de Maranello em 2011, mas precisa mostrar muito mais se quiser se transformar em titular, mesmo em outra equipe.

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