O WRC a caminho de Erechim…

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Diz o ditado que “onde há vontade há um caminho”, e felizmente os apaixonados e devotados integrantes do Erechim Auto Esporte Clube, a começar por seu presidente, Roland Koller, piloto dos bons (e pai de piloto), também pensam assim. Em meio ao descrédito geral, muito embora façam hoje uma das principais manifestações automobilísticas da América do Sul, o Rally Internacional de Erechim – que trouxe ao interior gaúcho uma centena de duplas, do Skoda Fabia S2000 ao Lada Laika montado na base da pura garra – resolveram apostar no sonho de receber o WRC.

O leitor do blog acompanhou, aqui, a saga das candidaturas brasileiras defendidas com afinco junto à FIA para que uma das mais sensacionais modalidades do esporte aportasse por estas bandas, mas tanto a ideia de recriar o Rali da Graciosa, em Curitiba, quanto a de criar uma prova nova, entre Rio e São Paulo, esbarraram em dificuldades e não passaram do primeiro estágio. Tanto assim que nem se pensou em incluir o país no calendário, apesar da manifestada vontade daqueles que mandam em incluir o Brasil. Coincidência ou não, tanto o presidente da FIA, Jean Todt, quanto a francesa Michele Mouton, hoje uma das principais autoridades do WRC, aceleraram por aqui quando da primeira passagem do Mundial, nos anos 1980. E VW, Citroën, Ford e a estreante Hyundai enxergam com ótimos olhos a chegada a um mercado tão importante.

Erechim se movimentava silenciosamente, sob a “acusação” de estar distante demais de um grande centro, ou de não contar com a estrutura necessária para um evento de tamanho porte. Pura balela. O próprio ministro do Esporte, Aldo Rebelo, teve a chance de acompanhar a largada da prova válida pelo Sul-Americano e Brasileiro deste ano e ficou maravilhado com o que viu. Na Austrália, Itália ou Suécia, corre-se em locais muito mais inóspitos, fora de mão, e ninguém reclama. Sem contar que o formato do rali gaúcho é um dos mais enxutos que se tem notícia. Deslocamentos curtos, público próximo da ação e uma programação perfeita, que favorece inclusive a TV.

Depois de tanto ouvir, de deixar que outras candidaturas tentassem, a turma do EAEC agora joga sua cartada. Contratou a empresa de marketing de José Carlos Brunoro para assessorá-la no projeto e vai usar todo o capital de simpatia angariado com a Federação Gaúcha, a CBA, a FIA e as autoridades, municipais, estaduais e nacionais. E pretende transformar a edição 2014 num Pré-Mundial para aí sim, em 2015, fazer parte do WRC. Diante do que essa turma já fez, construiu e promoveu, eu diria que o caminho é mais do que certo, e a chance de sucesso muito maior que a das tentativas anteriores. Que tudo saia conforme o planejado; o Brasil tenha mais um Mundial e, já que sonhar não custa, que de repente um certo blogueiro, jornalista e piloto tenha então a chance de participar do que há de melhor em termos de rali. Dedos cruzados…

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