O PRIMEIRO SUTIÃ

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Você se lembra da história do primeiro sutiã, aquele que a adolescente observa com curiosidade diante do espelho e descobre “que a gente nunca esquece”? Pois é, eu acabei de ganhar o meu… Calma, antes que alguém venha com algum pensamento engraçadinho, eu explico. Como contei nos posts anteriores, encarei o 3º Rali de Sete Lagoas, válido pelos campeonatos Mineiro e Brasileiro da modalidade: eu, o navegador Emerson “Showboy”, grande figura, e o valente Palio 16V cuidado com todo o carinho pela equipe Marinelli (e olha que precisou mesmo). Típico de quem ainda está aprendendo, houve vários sustos, o motor morreu no primeiro trecho cronometrado e danou a não querer pegar, vi a vida na direção contrária mais de uma vez mas… quem disse que a lua que fazia na cidade incomodava? A cada prova especial concluída, o sonho de terminar uma etapa ficava cada vez mais próximo. O motor esquentou, a temperatura voltou ao normal e vivi a alegria indescritível de levar o carro praticamente intacto ao parque de apoio, ainda fazer a Superprime (a prova de exibição em circuito fechado) e, feita a vistoria, deixar o querido Palio descansando para o dia seguinte. Rali as vezes é assim: pode terminar com 300 metros de prova (já ocorreu comigo também); pode durar uma gostosa eternidade e terminar com gosto de quero mais. O saldo do primeiro dia foi, acima de tudo, aprendizado e a certeza de que a distância que me separa dos melhores ainda é grande. E, de brinde, os troféus pelo terceiro lugar no Brasileiro e no Mineiro na categoria N2 (carros com preparação limitada, tração 4×2 e motores até 1.600cc).

Chega o domingo, a mesma ansiedade, o mesmo friozinho na barriga e, numa curva à esquerda lenta, em subida, cantada na hora certa pelo navegador, o reflexo foi de reduzir da terceira para a segunda marcha tarde demais. Não havia espaço para o carro deslizar e o barranco foi o limite. Felizmente só o susto e a sábia decisão de não prosseguir, para não acabar com o Palio. Que voltou para casa como eu já contei, mas trouxe um agradável excesso de peso. E a sensação de que, a cada largada, os erros anteriores não se repetem e eu estou começando a pegar o jeito da coisa. E doido para chegar a hora de acelerar novamente.

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