O PERSONAGEM ROBBY GORDON

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Se o automobilismo é feito de grandes pilotos, há aqueles que além disso, são personagens únicos, pelo que fazem dentro e fora das pistas. O norte-americano Robby Gordon faz parte desse time – pra começo de conversa pela trajetória totalmente sui generis (começou a se destacar nas provas fora de estrada californianas para, então, se arriscar no asfalto, em que se transformou em estrela, mesmo não vencendo tanto quanto poderia e cometendo erros… no melhor estilo Robby Gordon). Passou pela ChampCar, pela IRL e decidiu entrar na Nascar tornando-se mais tarde dono de sua própria equipe (andou colecionando desafetos devido à pilotagem agressiva e o estilo bateu, levou). E não esqueceu do antigo amor. Em 2005, aceitou um convite da VW para disputar o Rali Dacar, ainda na África e venceu dois estágios.

Decidiu então complicar a vida construindo um protótipo com carroceria de Hummer, fazendo valer toda a sua experiência nas provas de Baja. Eis que a marca dos carrões que surgiram para o Exército dos EUA é fechada pela GM, mas nem isso diminui seu entusiasmo. E a marca de bebidas energéticas que o patrocinava deu lugar a outra, a Speed Energy, que tem como um dos proprietários um certo… Robby Gordon. Desta vez a aventura terminou na quarta etapa mas, podem ter certeza, vai continuar nas provas da Nascar e nas bajas, assim como no Dacar’2012. Se do desempenho do californiano nas pistas eu até poderia falar alguma coisa, prefiro pegar carona nas palavras de Maurício Neves que, no rali de 2010, sofreu um acidente sério justamente quando pegou pelo caminho o Hummer monstro do personagem desse post.

“Era impressionante. Enquanto nós seguíamos exatamente o roteiro indicado no GPS, ele atravessava na nossa direção, de repente sumia e, quando menos se esperava, aparecia de novo – uma pilotagem completamente maluca. Cheguei a parar na tentativa de escapar da poeira dele, até que nós cruzamos novamente e, no meio de tanto pó, não vi uma pedra escondida no caminho. Voou pedaço do Touareg num raio de uns 300 metros”, lembra o paranaense. Precisa dizer mais?

Team Speed Energy/divulgação

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