O CONSELHO DECIDIU, TÁ DECIDIDO…

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  O descumprimento do artigo 39.1 do Regulamento Esportivo da F-1 pela Ferrari era apenas um dos itens da pauta do Conselho Mundial da FIA, em Paris. Pois os vários presidentes de federações nacionais, representantes de construtores, equipes, Bernie Ecclestone, o presidente Jean Todt e os demais que contam com assento na instância máxima do esporte motor sobre quatro rodas resolveram passar a régua e foram rápidos como os pilotos na pista.

Nada de 13º time em 2011, o que não sepulta as esperanças dos bascos da Epsilon Euskadi ou da dobradinha Jacques Villeneuve/Durango, já que muita gente ainda acha que um dos três novatos não conseguirá sobreviver ao primeiro ano (já há quem fale numa dobradinha Epsilon Hispania, por exemplo). Por outro lado, segue a inflação de etapas no calendário. Para a alegria de Mr.E (Ecclestone, para quem não conhece o apelido), serão 20 corridas, com a chegada à Índia, mais justa, pela tradição e grandiosidade do país, que tem equipe e dois pilotos na categoria (o ex Karthikeyan e o atual Chandhok), do que certos Bareins e Abu Dhabis.

Sobre o imbróglio Massa x Alonso, é preciso ver a coisa por dois pontos de vista. Faltou peito do Conselho Mundial para aplicar multa ainda maior, nem que fosse para marcar posição e exigir que os homens que comandam as escuderias pensem duas vezes antes de repetir a marmelada. Algo como os US$ 100 milhões, que viraram US$ 30 milhões cobrados da McLaren depois do Stepneygate de 2007. Por outro lado, não dá para tapar o sol com a peneira. O jogo de equipe continuará existindo enquanto a F-1 ganhar os circuitos do mundo. Estamos falando de pilotos com fome de vitória, mas também de empregados com o futuro em risco. Ainda que a comemoração seja a mesma no fim das coisas, é lógico que a Red Bull preferiria ver Vettel campeão, como a McLaren tem (leve) preferência por Lewis Hamilton, formado em casa. Ainda que no chão da fábrica Massa tenha mais carisma, a ponto de ter feito os italianos esquecerem o campeão Raikkonen, os interesses contam, e muito. Resta ao brasileiro fazer duas ou três belas corridas agora – e que lugar melhor do que Monza para isso – e torcer para que o companheiro passe por mais alguns maus bocados e pegue outro Rubinho pela proa. Quem sabe a justiça não se escreve certa por linhas tortas?

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