O Conselho decidiu…

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Reunião do Conselho Mundial de Esporte Motor da FIA é sinônimo de decisões envolvendo os campeonatos chancelados pela entidade, a começar pela F-1. Pois a instância máxima das pistas e estradas onde haja carros acelerando deliberou em Nova Délhi (Índia) e, além de bancar os GPs do Barein, muito embora as coisas continuem tensas no emirado, e dos EUA, apesar da polêmica entre organizadores e construtores do circuito de Austin, anunciou novidades, algumas não tão novas. O uso aerodinâmico dos gases de escapamento “deve ser mantido no mínimo absoluto”, como diz o texto – e aí espera-se que o regulamento técnico seja bastante claro para evitar zonas cinzentas e não dar margem a polêmicas. As laterais dos cockpits serão submetidas a testes de impacto e penetração ainda mais rigorosos e nenhum carro poderá ir à pista sem que tenha superado o crash-test.

A lição do demorado GP do Canadá foi aprendida e nenhuma prova poderá ter tempo máximo superior a quatro horas, considerando-se a paralisação. Medida inspirada nas categorias dos EUA, todos os retardatários serão autorizados a recuperar a volta perdida  para o líder durante uma neutralização com safety car (Caterham, Marussia Virgin e Hispania não vão reclamar). O que promete dar maior dor de cabeça aos pilotos é a regra (que no fundo já existia, mas agora foi revista), segundo a qual “o piloto que deixar a trajetória ideal para defender a posição não poderá retornar à linha anterior”. Trocando em miúdos, nada de zigue-zague, e apenas uma manobra permtida a cada tentativa de ultrapassagem. Questão a ser analisada pelos comissários, e que ainda vai dar pano pra manga. No mais, todos os 11 jogos de pneus disponíveis a cada etapa poderão ser avaliados nos treinos de sexta. E um teste de três dias (o lobby da Ferrari é pela pista de Mugello, próxima a Florença, com o que as rivais concordam) será marcado durante a temporada europeia.

Pelos lados das outras modalidades, preocupação maior com o rali, já que a empresa que detém os direitos comerciais do WRC entrou em concordata e seu proprietário foi preso. A FIA se comprometeu a garantir a realização de todas as etapas. O Mundial de GT passará a ser disputado com os carros em especificação GT3 e o de Endurance, que está de volta ao panorama, fará escala em Interlagos em 15 de setembro, como o blog já havia comentado. Nada mais havendo a tratar, ficou assim definido. Ao menos até a próxima reunião do Conselho, em 9 de março…

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