O automobilismo brasileiro pode ir para a frente…

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No post da semana passada sobre o Circuito Street Racing, evento que terá como principal atração o Mineiro de Marcas e Pilotos, no Mega Space – com começo em 1º e 2 de setembro, o leitor Marcelo Henrique ponderou que o automobilismo brasileiro não vai para a frente devido à CBA, a entidade responsável pela brincadeira. Antes de qualquer coisa, não tenho procuração contra ou a favor de quem quer que seja, mas basta ver o que existe com os campeonatos mundiais para entender que a colocação não se aplica, e aqui eu me explico para que o Marcelo e os demais leitores compreendam meu ponto de vista.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não organiza as etapas da F-1, do rali, do Endurance, do GT e do WTCC. Cada uma tem seu promotor, com obrigações e benefícios, responsabilidades e ganhos. É necessário cumprir à risca o calhamaço que é o regulamento técnico, além de apresentar um pacote que seja favorável aos participantes, público e demais envolvidos. Tem que, de preferência, dar lucro, assim como ocorre com o circo (Mr. Bernard Charles Ecclestone não vai me desmentir).

Pelo mesmo raciocínio, também a CBA não tem a responsabilidade de organizar qualquer certame que seja. Quem faz a Stock, o Brasileiro de Marcas e a F-3 Sul-Americana? A Vicar. O GT Brasil e o Mercedes-Benz Challenge? A SRO Latin America, e assim sucessivamente. No caso do Street Racing, trata-se da Vinte1 Marketing e Eventos, em parceria com os pilotos, o Mega Space e a Federação Mineira. E o mais bacana é que esse caminho está sendo seguido em vários outros estados. Se não temos uma categoria de fórmula mais básica para os meninos vindos do kart, no Rio Grande do Sul os carros andam, e nas Minas Gerais logo será assim também. Um renovado chassi Minelli com motor 1.600cc (baseado nos antigos F-Ford, mas atualizado) já apareceu no Mega e começa a atrair interessados. Com custos bastante atraentes, será possível ter um campeonato competitivo para servir de primeiro passo. Mesmo caso do Marcas, que tanto interessará quem quer se divertir a baixo custo como poderá incentivar os melhores a tentarem voos mais rápidos. É possível sim fazer campeonatos e eventos atraentes sem o envolvimento direto da CBA que, só para reforçar, deve zelar pelo bom andamento da modalidade, nada mais. E se fizer só isso já está ótimo…

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