Novas asas e coração

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Não é de hoje que o blog comentam as aventuras e desventuras do projeto Deltawing, que surgiu como um conceito diferente de monoposto para a Indycar, foi derrotado pelo projeto da Dallara e encontrou uma segunda vida nas competições de endurance, graças ao envolvimento de Don Panoz, Dan Gurney e sua equipe All American Racers e o time Highcroft, de Duncan Dayton, além do suporte da Nissan e da Michelin. O protótipo, com forma de asa, seção dianteira muito reduzida, para favorecer a passagem do ar e a ausência de aerofólios convencionais. Com um motor turbo 1.600cc, a aposta era lutar de igual para igual com os carros da categoria LMP2, o que efetivamente ocorreu nas 24h de Le Mans, até que Kazuki Nakajima e seu Toyota resolvessem estragar a festa. O projeto foi mantido e teve o esforço coroado com o quinto lugar na Petit Le Mans.

Com a reunificação das categorias norte-americanas de endurance, ficou a expectativa sobre o futuro do Deltawing – chegou-se a pensar inclusive numa categoria própria, que não vingou. Pois agora surgem as primeiras notícias sobre o futuro desta máquina inovadora. Sai a Nissan, que perde ótima oportunidade de fazer seu marketing, e entra a Mazda, com um propulsor 2.000cc. E o modelo 2013 ganhará teto (se transformará em coupé) e terá dois outros exemplares produzidos, sempre tomando por base o chassi do finado Aston Martin AMR-One, belo, mas ordinário. E vai correr na categoria LMP1, com boa chance de fazer valer sua agilidade nos traçados de rua da ALMS. Um sopro de inovação, criatividade e diferença nas pistas é sempre bom… Deve ficar assim, como o esboço do desenhista Peter Aliasguy.

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