Não à barbárie…

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Não há como ficar em silêncio diante de uma demonstração tamanha de ignorância e falta de amor ao próximo como a que acabamos de testemunhar em Paris. Fosse onde fosse, atentar contra a vida de cidadãos anônimos, que nada têm a ver com as lutas de seus governos, seria condenável, digno de repulsa, o modo mais condenável e inadequado de defender que causa for. Especialmente numa manifestação planejada e orquestrada – um homem se explodiu diante do Stade de France, onde jogavam os donos da casa e a Alemanha, para despistar as autoridades sobre os reais alvos do grupo, seja ele qual for. E começaram a atirar a esmo de uma forma lamentavelmente ainda vista em regiões fundamentalistas, mas que não deveria existir em qualquer regime ou país do mundo. Fico pensando em como será vulnerável o Brasil ao sediar pela primeira vez em 2016 a mais importante competição esportiva do planeta, e o que terá que ser feito para que cenas como esta não se repitam. Fica uma anônima e humilde expressão de solidariedade às famílias das vítimas, aos que sofreram ao presenciar cenas trágicas e ao povo francês que, com uma mobilização impressionante, deu a primeira resposta ao ódio e à intolerância. Não somos apenas todos Charlie, ou todos Paris. Até que provem o contrário, somos todos irmãos, e quem perde muito com episódios como os de ontem é toda a civilização. Triste, muito triste…

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