Mirem-se no exemplo…

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Antes de falar das mazelas do automobilismo brasileiro, com pistas que se esfarelam perigosamente diante dos olhares de todos – basta ver o que ocorreu com Raphael Raucci no Sul-Americano de F-3, em Brasília, decolando na entrada do retão ao pegar uma “lombada” – e desde quando área de escape de pista homologada tem lombada? – e categorias que não conseguem reunir grids decentes, vejam o exemplo do Chile.

Por não ter montadoras instaladas, o país sul-americano (que as aulas de geografia e os mapas mostram não fazer fronteira com o Brasil, assim como o Equador) tem uma política mais liberal no que diz respeito à importação de veículos, especialmente da Ásia, devido à facilidade de transporte pelo Pacífico. Ainda assim, os carros de competição sofrem forte taxação e só podem ser importados em condições muito rigorosas.

Podem ou podiam. Autoridades, pilotos e entusiastas se mobilizaram, conseguiram convencer o governo (com uma ajuda do Senado) a rever as regras e permitir a importação de carros de competição usados, sem a necessidade de devolução passados os seis meses que previa a lei. O Ministério da Fazenda se deu conta de que se trata de um equipamento especial, sem similares, e criou um regime especial. Lógico que a Diputación Nacional de Aduanas vai ficar de olho no uso das máquinas, mas se elas cumprirem seu papel, não haverá problemas. Por que não pensar nisso também no Brasil no que diz respeito a GTs, carros de rali não produzidos por aqui (os Subaru e Lancer 4×4 da categoria 3) ou mesmo as centenas de opções disponíveis em sites especializados dos EUA e Europa?

Imagine poder trazer dragsters, protótipos, carros de rally-raid pagando apenas o justo, e não ser obrigado a sucatear material de primeira, como a BMW fez com os carros da saudosa Copa Mini, que viraram ferro-velho. Será tão difícil assim? Olha que no Chile a decisão foi oficializada diante do Palácio de La Moneda, local de trabalho do presidente Sebastian Piñera. Se eles podem…

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