MASSA?

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  O comentário do leitor mostrando preocupação com o futuro de Felipe Massa não é isolado. Se ele descobriu o quanto pode ser desagradável a imprensa espanhola, totalmente partidária a Fernando Alonso, já conhecia o caráter apaixonado dos italianos, capazes de mudar de opinião em questão de dias, horas. No Barein, Massa era louvado por ter mostrado ser o mesmo piloto de antes e completado a dobradinha da Ferrari. A revista Auto Sprint, respeitabilíssima, dedicou ao brasileiro a capa da edição anterior ao GP da China, lembrando que ele, mesmo sem ter vencido, liderava o Mundial, e garantindo que a equipe já teria encaminhado a renovação de seu contrato. Bastaram duas corridas abaixo do esperado e o discurso mudou do vinho para a água. Surgiu, inclusive, a especulação de que ele se ofereceu para a Red Bull, abrindo caminho para que Robert Kubica chegue a Maranello.

Sinceramente, não acho que, GP da Espanha à parte, Massa tenha deixado a desejar. Realmente em Barcelona ele não se achou – está claro que o F-10 não tem downforce suficiente – mas a desvantagem para Fernando Alonso, no sistema de pontuação atual, é perfeitamente recuperável. E largar em nono e receber a bandeirada em sexto não é resultado decepcionante, muito pelo contrário. Também não vejo nele postura de segundo piloto. Quem conhece bem esta raça que arrisca a vida a 300 quilômetros horários – ainda mais tendo que bloquear a entrada de ar no cockpit com uma das mãos – sabe que nada é mais irritante do que ser ultrapassado da forma como foi no pitlane do GP chinês. Felipe quer, podem estar certos, dar o troco. E não se trata de ser vice outra vez, mesmo porque a oposição não se resume a Alonso. Tem Button, Webber, Vettel, Rosberg, Hamilton… E muita água para rolar até o GP de Abu Dhabi. Por enquanto, o brasileiro tem crédito. De sobra…

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