Mais uma de um gênio, chamado Sebastien…

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Prestaram atenção no nome, Sebastien com E? Pois é, que ninguém pense que é o quase xará Vettel, que viu uma vitória certa sumir assim como as marchas de sua Red Bull, embora o personagem do post também conte com o patrocínio do touro vermelho. A esta altura, sites, publicações, redes sociais e tudo o mais já revelaram o que trouxe a 91ª edição da Pikes Peak International Hillclimb (PPIHC), com direito a chuva e neve, em pleno verão nos EUA. Como bem dizem os comentaristas do vídeo que acompanha o texto, a montanha, com seus 4.300m de altitude no fim, reúne as quatro estações num só dia..

E tudo indica que quem fez chover foi um certo francês de Haguenau, que quase virou ginasta ou técnico em eletricidade, até colocar na cabeça a ideia de que gostaria de pilotar, em alta velocidade. Ainda outro dia ele trocava um Peugeot 205 por um Citroën Saxo, mostrava do que era capaz com um Toyota Corolla e iniciava, sempre com a Citroën, uma sequência inacreditável de nove títulos mundiais de rali. Mas Sebastien Loeb, que não quis o deca, preferiu encarar outros desafios. Venceu os X-Games de 2012, em plena Los Angeles, já havia sido segundo nas 24h de Le Mans e, quando surgiu a chance, resolveu encarar a subida de montanha mais desafiadora e tradicional do automobilismo. Não é questão de ter um chassi tubular 4×4 disfarçado de 208 com quase 900cv. Como diz o anúncio de pneu (logo de quem, rs…), potência não é nada sem controle.

E controle foi o que ele mais mostrou ao longo dos 20 quilômetros e 156 curvas, para não simplesmente vencer, mas demolir o recorde anterior, que já era impressionante. Por longos anos o que se tentou foi quebrar a barreira dos 10 minutos. O asfaltamento de todo o percurso ajudou, mas Rhys Millen ainda havia ficado nos 9min02 ano passado. Loeb precisou de 8min13s878, e se tornou ainda mais lenda. Pena que as imagens por momentos falhem, mas dá para ver claramente algumas coisas: primeira delas, a segurança é zero. Esqueça barreiras de pneus ou muretas de concreto, há até carros e torcedores à espreita poucos metros além da pista. E, na maioria do tempo, precipícios assustadores esperando. Ou seja: margem de erro zero. E o francês pilota de forma absolutamente limpa, sem sustos ou tentativas de flertar com o limite, o tempo todo com uma margem tranquila de asfalto. Veja com seus próprios olhos e tenha a exata noção do feito, mais um, de sua majestade Sebastien Loeb…

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