MAIS UMA?

Publicado em Sem categoria

  Já tive a chance de comentar sobre a festa de categorias que se transformou o automobilismo europeu e como é difícil, para um piloto que sai do kart, escolher um caminho que o deixe mais próximo do sonho da F-1. Houve um tempo em que não restavam dúvidas: F-Ford, F-3, F-2 (que virou F-3000 em 1985 e, em 2005, se transformou na GP2) eram os degraus da imensa escadaria rumo ao topo. E é lógico que, por mais que haja dezenas de nomes talentosos, ou com dinheiro suficiente para seguir insistindo, o número de vagas disponíveis na F-1 é o limite.

Pois a mesma Barcelona que recebe a quinta etapa do Mundial de F-1 será palco da primeira prova da história da GP3. Que vem a ser…? Exatamente isso, uma tentativa de arrebanhar pilotos antes da irmã maior. O pacote é até interessante: chassis Dallara, motores Renault, pneus Renault e uma potência superior à de um F-3, mas inferior à de um GP2, ou de um World Series Renault (haja campeonatos…). A organização está a cargo do mesmo francês Bruno Michel que supervisiona a GP2 e, segundo se comenta, gosta de brincar com o campeonato, pondo quem interessa onde mais interessa e boicotando algumas equipes, embora o equipamento seja teoricamente igual para todos. E que, nunca é demais lembrar, era sócio de Flavio Briatore – ou é, já que tudo indica que o italiano não largou o osso. São 10 times e a novidade é que cada um é responsável por três carros. A lista de inscritos para a corrida é, no mínimo, heterogênea: vai de nomes de potencial a gente que dificilmente avançará a algum lugar de destaque. E, o que é mais estranho, muitos pilotos que já disputam outros campeonatos. Se correr um já não é fácil… Quatro brasileiros estão inscritos: Leonardo Cordeiro, Felipe Guimarães, Lucas Foresti e Pedro Nunes. Os quatro muito bons de braço, diga-se de passagem. Mas, ao que tudo indica, vencer na GP3 só abrirá as portas para… a GP2. E daí em diante?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *