Luiz Razia na F-1: e então?

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Vamos por partes: Luiz Razia é um cara esforçado, gente boa, que não fez feio todas as vezes em que teve a chance de comandar um F-1 – ano passado, nos testes para novatos em Abu Dhabi, andou com a Toro Rosso em meio a uma virose insistente – e a lembrança que me vem à mente imediatamente é a do primeiro treino livre do GP do Brasil de 2011, com a Caterham, em que rapidamente pegou a mão do carro e de Interlagos, fazendo trabalho bastante decente. Além disso, vem do vice-campeonato na GP2, numa temporada que surpreendeu a muitos (este que vos escreve inclusive), sendo o único verdadeiro rival de Davide Valsecchi, que o superou.

Dito isto, não há como esconder que o baiano chegou ao circo e à Marussia empurrado por uma mala cheia de dólares – não é crime nenhum, ele não será o primeiro, muito menos o último. E a julgar pelo que fez o antecessor Charles Pic no confronto com o companheiro Timo Glock, bem mais experiente, tem tudo para não fazer feio. Não custa lembrar, no entanto, que o colega desta vez é filho do dono do time, que certamente terá todos os privilégios e novidades antes.Mas conseguiu o objetivo, embora depois de quatro anos na categoria de acesso e de sete longos anos desde o título sul-americano de F-3.

Costumo dizer que há dois tipos de pilotos na F-1 atual: os que buscam a todo custo chegar à categoria, e se sujeitam a qualquer coisa; e os que se valem do mérito e, de forma natural, acabam sendo premiados pelo empenho. Infelizmente os primeiros são maioria agora, e não há como tirar o baiano de Barreiras desta lista. Por outro lado, já que ele conseguiu superar uma peneira muitas vezes injusta e fina até não poder mais, que se imponha e faça valer apenas os aspectos positivos… O Brasil precisa se manter representado no topo da pirâmide, e tem pouca gente vindo pelo caminho…

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