LOTUS E… LOTUS?

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Está lá, na edição online da conceituadíssima revista britânica Autosport: animada com o sucesso da sua estratégia de, digamos assim, “terceirizar” sua equipe na F-1, mantendo o nome, mas transferindo o controle para o grupo de investimentos Genii Capital, a Renault está costurando uma aliança com a Lotus para, na prática, seguir no circo apenas como fornecedora de motores a partir de 2011. Ah, então o time do malaio Tony Fernandes, que tem Trulli e Kovalainen e pode ter Bruno Senna vai ganhar um carro capaz de brigar por pódios?

Calma, é necessário um esclarecimento nem tão simples assim. Negócio é o seguinte: Fernandes e o projetista Mike Gascoyne planejaram sua estreia no Mundial com um nome de prestígio e tradição, valendo-se do fato de que a marca Lotus é hoje da montadora malaia de carros Proton. Conseguiram o apoio da família de Colin Chapman, criador da Lotus original, misturaram as estatísticas, lançaram mão das cores originais e, depois de uma temporada mais do que razoável, conseguiram garantir o fornecimento dos câmbios da Red Bull e dos motores da Renault para sua segunda temporada.

Só que… Lotus Racing é uma coisa, e Lotus Cars é outra. Pois a Lotus “verdadeira”, que produz esportivos de prestígio e preços até razoáveis, como os Elise, Évora e Exige, gostou da experiência da irmã bastarda, e resolveu entrar na brincadeira. É ela que está engatilhando a parceria com a Renault e pode até dar nome aos carros de Robert Kubica e sabe-se lá quem será seu companheiro de equipe. E aí, teremos Lotus x Lotus? Dificilmente. Como a deste ano tem razão social de 1 Team Malaysia, pode passar a ser conhecida assim.

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