Langheck x Kurzheck

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Calma, amigo leitor, não se trata de tipos de cerveja ou de salsichão diferentes – dá para ter uma ideia de que estamos falando em alemão (eu não, já que confesso que não entendo lhufas do idioma natal de Michael Schumacher e Sebastian Vettel). Mas os dois termos ficaram conhecidos no mundo da velocidade, especialmente em provas de endurance, e mais especialmente ainda nas 24h de Le Mans. Desde que as máquinas concebidas para a rua deram lugar aos protótipos, engenheiros e técnicos descobriram que uma carroceria mais longa poderia trazer imenso benefício aerodinâmico no retão de Hunaudiéres. Tanto assim que a Porsche fez história com os 917 e 917K (de kurzheck, que quer dizer traseira curta). E se havia uma Kurzheck, havia também uma Langheck, que é a traseira alongada. Como os italianos tinham a “Coda lunga” e a “Coda corta, ou tronca”.

       Audi Sport Team Joest/divulgação

Só que Hunaudiéres, de dois quilômetros, foi partida em três retas menores, cortadas por chicanes, e começou a ficar caro desenvolver uma versão apenas para Le Mans. Até que a Audi resolveu ousar, consciente de que a ameaça da Toyota é mais que concreta. A marca dos quatro anéis fez ressurgir a tradição dos Langheck e equipou seu R18 e-Tron Quattro com uma carenagem prolongada, para aproveitar cada milésimo de segundo possível. A máquina foi testada em Monza, numa versão sem a primeira chicane, com médias que bateram os 340km/h. A máquina vai andar nas 6h de Spa para os ajustes (inclusive com Lucas di Grassi) e na mais tradicional prova de longa duração do planeta, desta vez para vencer…

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