JOGOS DE EQUIPE…

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Escrevo o post antes do treino oficial para o GP de Abu Dhabi, logo estamos falando de um cenário hipotético que, como a história do Mundial de F-1 já mostrou, pode sequer acontecer. Mas vamos imaginar que, lá pela volta 54 (a penúltima), Sebastian Vettel lidere, seguido por Mark Webber e Fernando Alonso. Se depender do discurso dos dirigentes da Red Bull, assim terminaria a corrida e o espanhol comemoraria o terceiro título. Até entendo pelo ponto de vista do alemão – nada pior do que ver o companheiro se sagrar campeão, especialmente quando ele (Webber) é o “underdog”, como dizem os ingleses, o azarão. Se pudesse apostar no desfecho (olha que deve ter até jeito…), não ficaria distante do senso comum: por mais que não venda carros, que já tenha garantido a coroa dos construtores, sabe-se lá quando a marca do touro vermelho terá outra chance igual. Basta ver a Brawn, que deu as cartas em 2009 e, transformada em Mercedes, hoje não é mais do que uma escuderia intermediária. E McLaren e Ferrari não vão deixar impune uma série de dois anos vendo adversários intrometidos tomando conta das coroas.

Assim sendo, e por acreditar que nem será necessário jogo ostensivo de equipe, imagino a cena. Pelo rádio, Christian Horner informa ao alemão: “Sebastian, você é primeiro, Mark vem em segundo e Fernando é o terceiro. Desse modo, Fernando é campeão”. Ainda que não haja nada previamente combinado, imagino que Vettel, até mesmo por ser tão grato à equipe que o levou às poles e vitórias, permitirá a ultrapassagem do companheiro. Na hora com revolta, indignação mas, mais tarde, com a cabeça fria, consciente de que terá muitas chances, especialmente se não fizer bobagens como as da Turquia e da Bélgica. Além do mais, Webber dificilmente terá a chance de repetir o feito, enquanto o piloto de Heppenheim não apenas tem uma carreira inteira pela frente como poderá se dar ao luxo de escolher o carro que pilotará nas demais temporadas. Se os próximos azuis e vermelhos não forem tão eficientes, há alternativas prateadas ou vermelhas. Sem contar que, se um título mundial dá motivação redobrada, também pode fazer, do australiano, um perfeito escudeiro em 2011. O que mais poderia sonhar alguém que começou na Minardi (tudo bem, também foi o caso de Alonso) e foi quem mais esperou em seis décadas até comemorar a primeira vitória? Uma conquista já estará de ótimo tamanho… Enfim, que a pista dê logo seu veredicto. Será interessante saber se a profecia de Martin Whitmarsh, da McLaren, no já remoto GP da Espanha, se confirmará. “Por conta própria, nós não podemos ganhar o campeonato. Mas eles (a Red Bull) podem perder”…

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