INTERNACIONAL, PERO NO MUCHO

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A F-3 Sul-americana tem uma história característica que, por si só, mereceria vários posts. Quando surgiu, em 1988, substituindo a F-2, que já não tinha nada a ver com a “prima” europeia (então a porta de entrada para a F-1, depois trocada pela F-3000, e por aí vai), parecia fadada ao fim rápido. Afinal, ficavam de lado a improvisação e o romantismo dos tempos dos chassis Berta e motores VW, entravam os Reynard, Ralt e Dallara que exigiam um trabalho bem mais profissional (e caro). Felizmente o campeonato sobreviveu, forte, passando pelas brigas Brasil x Argentina dos primeiros anos – uma patriotada dos “hermanos” em 1993, beneficiando Fernando Croceri, fez com que, no ano seguinte, o certame tivesse status “apenas” de Brasileiro – naquele ano reuniu o campeão Cristiano da Matta, Hélio Castroneves, Bruno Junqueira e Ricardo Zonta, precisava de mais?   Argentinos, uruguaios, paraguaios, chilenos e até peruanos seguiram entre os inscritos nos anos seguintes, até que, em temporadas recentes, os demais países deixassem de revelar pilotos promissores, ou optassem por caminhos diferentes. Ainda houve casos de europeus que fizeram o caminho inverso, como os italianos Mimmo Schiattarella e Riccardo Romagnoli. A F-3 não perdeu força. Ao contrário: times como Cesário Fórmula, Bassani, Prop Car, Dragão fariam bonito em categorias até mais desenvolvidas. E quem passou pela peneira do Sul-Americano continua fazendo bonito lá fora.   No fim de 2009, o austríaco Walter Grubmuller aproveitou a criação de uma “sucursal” brasileira da Hitech Racing e acelerou por estas bandas. O Brazil Open, de janeiro, trouxe a Interlagos o irlandês William Buller e o italiano Vittorio Ghirelli. Agora, o toque internacional é dado por um “oriundo” de Angola, Duarte Ferreira, filho de portugueses que vai disputar a categoria Light e faz questão de exibir, com orgulho, as cores do país africano. Tomara que não seja o único, nem o último. Se vencer no campeonato de F-3 com os motores mais potentes da categoria é algo especial, fazê-lo com concorrência internacional seria melhor ainda…  

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