IGUAL, PERO NO MUCHO…

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É quase um lugar comum no automobilismo afirmar que o companheiro de equipe é o primeiro adversário a ser batido e, ao mesmo tempo, a melhor referência da competitividade de um piloto (afinal, os demais estão em carros com rendimento diferente o que, por vezes, mascara o confronto). Exceção feita, é claro, aos casos, já decantados em prosa e verso, de favorecimento implícito ou explícito mesmo das equipes, seja qual for o motivo; quando não há dúvidas sobre quem é o nº1 e o nº2. Nem é preciso dizer, nesses casos, quem é beneficiado com novas peças, motores mais potentes, pacotes aerodinâmicos, e tudo o mais. Só que… há os casos em que o cobertor é curto, e não se tem estrutura para ter tudo de bom ao mesmo tempo. E, quando é assim, sobra até para o impronunciável vulcão islandês e suas cinzas. Embora a patrocinadora principal do time seja uma das principais companhias aéreas europeias, a Virgin não conseguiu, segundo alega, deixar seus dois carros prontos com as novas espeicificações, o que inclui um tanque de combustível capaz de levar gasolina suficiente para a distância de um GP, já que nem isso havia. Um dos pilotos tinha de ser favorecido e acabou sendo o alemão Timo Glock, até com certa razão. Afinal, tem mais tempo de categoria e já ocupou pódios. Mas é só para que se entenda que uma eventual vantagem para Lucas di Grassi não será só mérito do pé direito. Ele terá carta branca para acelerar (o que o carro permitir, lógico, que já não é muito), enquanto o brasileiro vai precisar economizar petróleo. Até na F-1…  

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